Esportes

Justiça de SP nega prisão de vice-presidente do Corinthians

23 out 2026 às 12:18

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça. O dirigente é réu em um processo que apura supostas irregularidades no desvio de materiais esportivos fornecidos pela fornecedora Nike ao clube paulista.


A decisão foi proferida pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda. Além de negar a prisão preventiva, a magistrada indeferiu o pedido de medidas cautelares alternativas, como o afastamento do cargo, a proibição de frequentar as dependências do clube e a restrição de contato com testemunhas e outros dirigentes.


O pedido de prisão havia sido protocolado pelo promotor Cássio Roberto Conserino após a demissão do ex-diretor de Tecnologia do clube, Marcelo Munhoes, responsável por apresentar elementos que embasaram a acusação. Na avaliação da juíza, contudo, o desligamento do diretor ocorreu no âmbito da Presidência do clube em meio a um contexto político-eleitoral, sem evidências de interferência direta do vice-presidente.


Pedido de suspeição de promotor é indeferido


Na mesma deliberação, a magistrada rejeitou um pedido protocolado pela defesa de Armando Mendonça, que solicitava o reconhecimento da suspeição do promotor Cássio Roberto Conserino. Os advogados do dirigente alegavam falta de imparcialidade no processo.


Ao analisar o requerimento, a juíza concluiu que a conduta do membro do Ministério Público ocorreu estritamente dentro do exercício regular de suas funções institucionais, sem demonstrar interesse pessoal ou animosidade contra o réu.


Entenda as acusações no clube


O vice-presidente responde por acusações como apropriação indébita e furto qualificado. Segundo a denúncia do MP-SP, o dirigente teria se apropriado indevidamente de cerca de 131 itens esportivos cedidos pela patrocinadora, além de tentar coagir funcionários responsáveis pela elaboração de relatórios internos.


As suspeitas vieram à tona após uma auditoria interna determinada pelo presidente do clube, Osmar Stabile. Em sua defesa, Armando Mendonça nega ter cometido qualquer irregularidade, sustentando que as retiradas dos materiais consistiram em transferências administrativas legítimas para atender a demandas institucionais da entidade, e afirma que os relatórios da auditoria têm motivação política.

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