A Sauber apresentou, nesta terça-feira (1º), uma pintura de carne para o GP do Japão como uma brincadeira de 1º de abril. Porém, pintar um carro nos tons “carnívoros” não nenhuma novidade no automobilismo.
O Porsche 917/20 chamou a atenção da imprensa, que começou logo a compará-lo com um porco devido a sua silhueta suína. Diz a lenda que o Conde Rossi, da empresa de bebidas Martini & Rossi, não ficou nada encantado, negou as cores e o logo de sua empresa no carro. Logo, a Porsche abraçou a brincadeira e pintou o carro como se fosse um porco: rosa e ainda diagrama com os cortes da carne.
Em sua estreia nas 24 Horas de Le Mans de 1971, o Porsche 917/20 #23, conhecido como "Pink Pig", mostrou potencial. Pilotado por Reinhold Joest e Willi Kauhsen, o carro se destacou na qualificação, registrando o sétimo melhor tempo. Durante a prova, manteve um ritmo forte e alcançou a terceira posição na metade da corrida. No entanto, uma falha nos freios impediu a equipe de completar a disputa, forçando a retirada precoce do protótipo. Seria a única participação competitiva do icônico modelo.
Retorno após 47 anos
O icônico Porsche 917/20 "Pink Pig" pode ter se despedido das pistas após uma única corrida, mas seu legado permaneceu vivo. Após 47 anos, a marcante pintura rosa voltou a brilhar na maior prova de resistência do mundo. Em 2018, a Porsche resgatou o emblemático design em um 911 inscrito nas 24 Horas de Le Mans.
Correndo pela equipe Porsche GT, o carro #92, pilotado por Michael Christensen, Kévin Estre e Laurens Vanthoor, teve um desempenho muito mais vitorioso que seu antecessor. Após 344 voltas exaustivas, o novo "Pink Pig" conquistou a vitória na categoria GTE Pro, garantindo seu lugar na história.