Envolvido em recentes polêmicas bastidores do futebol mundial, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, é alvo de um descontentamento crescente entre as federações. A crise mais recente foi a tentativa de venda de cotas dos direitos comerciais da Copa do Mundo que fez o dirigente perder o apoio de aliados de peso.
Países como Inglaterra, Sérvia e País de Gales já declararam publicamente que não apoiam mais a gestão do cartola italiano. No entanto, ao contrário do que acontece na política tradicional, o regulamento interno da entidade não prevê o mecanismo de impeachment.
Diante desse cenário, surgem as perguntas: como Infantino pode deixar o cargo antes do previsto e quais são os caminhos legais das confederações insatisfeitas?
Como seria a saída?
Apesar da ausência da figura do impeachment, existem mecanismos previstos pelo estatuto da entidade máxima do futebol:
Renúncia voluntária: O próprio Infantino decide entregar o cargo sob pressão política.
Convocação de Assembleia Geral Extraordinária: Mecanismo formal para destituição (entenda o processo abaixo).
Derrota eleitoral: Cumprimento do mandato até o fim, sem conseguir se reeleger para um novo ciclo.
A estratégia da Assembleia Extraordinária
A via mais rápida para uma destituição forçada passa pelo Conselho da Fifa, a instância máxima deliberativa da organização. O grupo é composto por 37 integrantes:
- Gianni Infantino (presidente);
- 8 vice-presidentes;
- 28 delegados indicados pelas seis confederações continentais.
Para que uma Assembleia Geral Extraordinária seja convocada com o objetivo de discutir a permanência do presidente, é necessária a aprovação de pelo menos 50% do Conselho — o equivalente a 19 dos 37 membros.
De acordo com informações do jornal britânico 'The Guardian', dirigentes de diferentes continentes já articulam nos bastidores a coleta de assinaturas necessária para atingir a quantidade mínima e convocar a votação.