O ex-goleiro Bruno Fernandes compareceu ao tribunal nesta semana para cumprir uma determinação judicial urgente, após meses de dificuldades para sua localização. O Ministério Público monitorava tentativas frustradas de fiscalização, já que os endereços registrados não correspondiam mais à residência atual do ex-atleta.
Diante do impasse, a Justiça estabeleceu prazo de cinco dias para a atualização cadastral, sob pena de revogação do regime aberto e possível retorno ao sistema prisional por descumprimento das regras.
Após regularizar a situação, Bruno utilizou as redes sociais para afirmar que esteve no fórum apenas para atualização de cadastro de fiscalização. Em liberdade condicional desde 2023, o ex-goleiro precisa cumprir exigências previstas na Lei de Execução Penal, como recolhimento noturno e proibição de sair da comarca sem autorização judicial.
A atualização de endereço é considerada essencial para o monitoramento do apenado, garantindo a manutenção do benefício concedido pela Justiça.
O caso remete ao crime ocorrido em 2010, que resultou na condenação de Bruno a mais de 23 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver de Eliza Samudio. Com a regularização dentro do prazo, o ex-atleta evita a expedição de um novo mandado de prisão por descumprimento de norma administrativa.