O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta uma onda de pressão interna para renunciar ao comando da entidade máxima do futebol mundial. Nesta segunda-feira (3), federações europeias anunciaram formalmente o cancelamento do apoio à reeleição do dirigente. A crise se intensificou após o recuo oficial na proposta de venda de parte das cotas de direitos de transmissão da Copa do Mundo.
O descontentamento ganhou força a partir de um posicionamento da Uefa, que declarou publicamente ter perdido a confiança na condução da diretoria da Fifa. A entidade que rege o futebol no continente europeu agendou reuniões estratégicas para os próximos dias, com o objetivo de articular medidas regulatórias que impeçam a aprovação de projetos semelhantes no futuro.
Perda de apoio e cenários para o cargo
Na esteira da manifestação da Uefa, associações nacionais formalizaram o rompimento político com o mandatário. Entre as entidades que já confirmaram que não darão suporte à permanência do dirigente estão as federações da Inglaterra, da Sérvia e do País de Gales.
O mandato atual de Infantino estende-se até dezembro de 2027. Embora os estatutos da Fifa não contemplem o dispositivo de impeachment, o regimento prevê a possibilidade de destituição do presidente mediante deliberação e votação em uma Assembleia Geral Extraordinária.