A defesa de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa Tatiane Spitzner diz que não é possível afirmar que a vítima estava morta, quando caiu do quarto andar do prédio em Guarapuava, na região central do Paraná.
Segundo o advogado do réu Claudio Dalledone Júnior, este fato ficou comprovado no depoimento do médico legista, que fez a necropsia do corpo de Tatiane.
“Já tinha sido feita uma necropsia, foi resgatado esse corpo da funerária e foi feita novamente a necropsia. Esse médico legista foi ouvido e ele disse em alto e bom som que não pode afirmar que Tatiane Spitzner caiu morta do quarto andar”, argumentou.
JULGAMENTO DE LUIS FELIPE MANVAILER
Após o depoimento do médico legista, a defesa de Manvailer mudou a sua versão dos fatos – a chamada tese defensiva. Os advogados passaram a afirmar que Tatiane não mais cometeu suicídio, mas caiu da sacada do quarto andar do apartamento, enquanto se utilizava de chantagem emocional, para conseguir acesso às mensagens no celular do marido.
O advogado de defesa, afirma que não se trata de uma nova de tese, mas sim de uma conclusão possível, após o resultado de novos estudos feitos pela defesa.
“O que aconteceu é que Tatiane em meio a uma emoção muito grande, utilizando de uma estratégia emocional, coisa que decorria de um padrão comportamental, em uma chantagem emocional para conseguir o conteúdo das mensagens acabou se acidentando e caiu do prédio. Isso está claro nos autos. Então, não há uma mudança de versão, há um amadurecimento, um estudo, conhecimento de todos os fatos, coisa que a acusação não tem”, disse.
Os advogados da família de Tatiane contestam a nova versão apresentada pela defesa. Para o assistente de acusação Gustavo Scandelari, os advogados de Manvailer nunca conseguiram provar a tese de suicídio.
“Como eles nunca conseguiram provar que Tatiane tivesse indícios clínicos de depressão, mínimo sinal de tristeza…a gente provou que ela era uma moça alegre, que fazia planos para o futuro, mentalmente saudável, agora eles mudaram para uma versão que inclusive agride a memória da vítima e da família, dizendo que ela era uma chantagista emocional”, explicou.
Ele chama atenção, ainda, para as diversas versões apresentadas pelos advogados de Manvailer, desde o início das investigações.
“Ele deu sempre versões conflitantes, mas sempre dizendo que ela havia se suicidado. Primeiro ele diz que ela executa um salto direto, depois ele diz que ela se pendura no parapeito e solta. E agora, diante das provas que estão sendo reforçadas, eles optam por mudar de versão”, explica.
Nesta quinta-feira (6), o investigador da Polícia Civil, Marco Aurélio Jacó, prestou depoimento por mais de 8 horas. Ele foi um dos primeiros a chegar no local dos fatos.
No início da noite, teve início o depoimento do chefe administrativo do IML de Guarapuava Obadias de Souza Lima Junior. Ele é apenas a sétima testemunha ouvida pelos jurados, em três dias de julgamento.
Fonte: Paraná Portal