Trinta de agosto de 1988 é um dia que entrou para a história e que jamais será esquecido pelos trabalhadores da educação do Paraná. De lá para cá, todos os anos, a categoria relembra o ataque da polícia armada do governo Álvaro Dias como um dia de luto e de luta contra a violência. Neste 30 de agosto, a APP-Sindicato organiza uma mobilização com aulas abertas ao público, é projeto Escola na Rua.
“Este ano vamos estimular o resgate histórico, bem como o debate sobre as violências que continuam ocorrendo com a categoria: o adoecimento, as condições de trabalho e a facilidade com que as leis deixam de ser cumpridas. Queremos juntos, como em todos os anos, realizar um grande momento de memória e anunciar para sociedade e governo que não queremos violência, pelo contrário, queremos uma educação emancipadora, sem violência onde o conhecimento seja respeito”, reforça o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.
Em Curitiba, será montada uma "tenda do conhecimento" na Praça Generoso Marques, com uma programação voltada ao público geral. As atividades tem início a partir das 10 horas, com exposição de fotos, vídeos, e com a presença de Educadores que participaram da mobilização na década de 80. Já no período da tarde, às 18h30, ocorrerá uma aula pública com o ex-presidente da CNTE e ex-deputado federal, professor Carlos Abicalil e convidados.
Além da Capital, haverá mobilizações por todo o estado. Entre as atividades estão previstas aulas públicas voltadas para temática e atos promovidos por cada Núcleo Sindical.
31 anos de luta
No dia 30 de agosto de 1988, professores e funcionários de escola, organizados pela APP-Sindicato, participaram de atos e ocuparam a Praça Nossa Senhora de Salete, local da sede do governo do Estado, em busca de reconhecimento da carreira. Na época, o então governador Alvaro Dias (Podemos), decidiu trocar o diálogo pela violência e ordenou que a polícia coordenasse uma ação truculenta contra os manifestantes.
A Polícia Militar utilizou de um arsenal de guerra, agredindo os educadores que se manifestavam pacificamente com bombas, mordidas de cachorros e ataques com a cavalaria. No local, centenas de manifestantes e familiares ficaram feridos.
A data virou tema da luta pelo respeito e valorização da educação pública no Paraná e, todos os anos, é lembrada pela APP-Sindicato como um dia de luto pela violência, mas de celebração pela garra e resistência dos professores e funcionários que desde então, usam as escolas, as ruas e as praças para não deixar que a data e o respeito à educação pública caia em esquecimento.
Fonte: Assessoria. |
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