O dia de intensa movimentação policial em Guarapuava terminou com um suspeito de participar do ataque à transportadora preso. O homem detido é da própria cidade e, segundo a investigação, está ligado à parte logística de fornecimento de armas à quadrilha.
Armas de grosso calibre, coletes balísticos e carros blindados são apenas uma parte do arsenal de guerra que foi utilizado por cerca dos 30 criminosos que invadiram a cidade, que fica a 255 quilômetros da capital Curitiba.
O caso ainda segue em investigação, mas segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), o principal alvo da quadrilha era uma empresa de transportes de valores. O ataque ocorreu entre a noite de domingo (17) e a madrugada desta segunda-feira (18) e foi frustrado pelas equipes policiais da cidade.
Um morador que preferiu não se identificar relatou os momentos de terror que ele e a família presenciaram, "Nós fomos dormir em torno de umas 22h15, 22h20 - a hora que a gente deitou começou um {pá pá}... parecia ser tiro, ou um foguete. Mas ai começou a metralhar, metralhar, metralhar... e nós saímos correndo e fomos pra nossa janela, eles estavam com fardamento parecendo polícia. A gente pensou que era a polícia, que estava acontecendo alguma coisa. Nós começamos a observar e depois corremos e deitamos no chão. Porque nós percebemos que não era a polícia. Eles estavam pegando, encostando todas as pessoas e fazendo um escudo humano de reféns."
Durante todo o dia, cerca de 260 policiais participaram da operação que ainda está em curso e busca encontrar os suspeitos do ataque. Três helicópteros do Estado, além de cães farejadores, auxiliam as equipes nas buscas.
Assista à reportagem completa de Fernanda Toigo que foi ao ar no Brasil Urgente Regional.