Paraná

Caixa consegue liminar em dia de paralisação de bancários; 60% devem trabalhar

27 abr 2021 às 09:39

A direção da Caixa Econômica Federal conseguiu uma liminar que determina que sejam mantidos, 60% dos empregados do banco, tanto nas unidades, quanto de forma remota a partir da 0h desta terça-feira (27). Para a data estava prevista uma paralisação dos funcionários do banco público em protesto à abertura de capital da Caixa Seguridade.

Em Londrina, segundo o Sindicato dos Bancários, por conta da Covid-19, não haveria piquetes nas portas das agências e a paralisação seria por adesão. Sendo assim, com a decisão, a mobilização perde força. 

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), a decisão da justiça será cumprida, mas ao mesmo tempo, “exige que a direção da Caixa Econômica Federal também respeite o percentual de 40% dos bancários que têm o direito constitucional de paralisar suas atividades neste dia 27 de abril de 2021”, aponta uma nota publicada no site da entidade.

Ainda há o pedido para que todas as medidas de segurança e higiene sanitárias sejam mantidas aos que devem trabalhar de forma presencial.

“Importante enfatizar que em 2020 os empregados atenderam mais da metade da população brasileira, demonstrando ser a Caixa imprescindível como banco público e primordial em sua ação social. No ano passado, mais de 120 milhões de brasileiros recorreram à Caixa – principal banco público do País – em busca do auxílio emergencial, seguro desemprego e para saques do FGTS. Defender a Caixa, como banco público, passa também pelo reconhecimento de seus empregados e pela defesa de melhores condições de trabalho para estes trabalhadores”.

Motivo da paralisação
A mobilização dos empregados foi motivada por uma série de ataques, tanto contra a instituição financeira, como aos direitos históricos: a abertura de capital de uma das operações mais rentáveis da Caixa, a Caixa Seguridade; a pressão do governo para a devolução, pela Caixa, dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs); o pagamento, a menor, da PLR Social aos empregados; melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por meio de mais contratações, proteção contra a Covid-19 e vacinação prioritária para os bancários.