A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Assembleia Legislativa do Paraná vota, nesta quarta-feira (7), o projeto do governo que altera a gestão dos hospitais universitários. A votação estava prevista para terça-feira (6), mas foi adiada após pedido de vistas de deputados.
A proposta, que foi enviada em regime de urgência, deve receber emendas. Conforme o deputado estadual Tiago Amaral (PSD), após reunião com diretores dos próprios hospitais, a ideia é propor que a gestão continue com as universidades e somente os serviços sejam terceirizados.
“São emendas que devem garantir que o projeto melhore a condição de trabalho das universidades, hospitais e Secretaria de Estado da Saúde, pensando na população. Não pode ser um projeto que vai diminuir a capacidade de trabalho, responsabilidades e atuações dos hospitais”, disse o parlamentar.
Após votação na CCJ, o projeto ainda vai passar por outras comissões.
Servidores e estudantes do HU de Londrina, além de entidades da cidade se posicionaram contrários ao projeto do governo através de nota e protestos.
Criticas ao modelo de gestão terceirizada
O Conselho Municipal de Saúde de Londrina (CMS) foi uma das entidades que se posicionou contra a proposta do governo do estado. O motivo tem como base reclamações registradas a respeito do modelo de gestão terceirizada dos Hospitais da Zona Norte e Zona Sul.
Segundo a presidente do CMS, queixas miram desde a remuneração de funcionários até a demora na chegada de produtos e medicamentos.
“Depois que a fundação assumiu a gestão nesses dois hospitais, temos recebido reclamações verbais tanto de usuários quanto de trabalhadores. Isso faz com que a população assistida por essas unidades começem a se desviar para hospitais terciários, que não tem essa finalidade de assistência”, afirmou Rita Dmonasky.
O temor é que a mesma coisa aconteça com os hospitais terceirizados. O HU Londrina, por exemplo, atende mais de 90 municípios da região.