Com uma média de 23 litros, coletados por mês, em janeiro de 2020 o posto de coleta da Maternidade Municipal recebeu 50 litros e 620 mililitros de leite humano, doados por mães que amamentam. O número, considerado expressivo, surpreende ainda mais por se tratar de uma época do ano em que as doações caem bastante.
A nutricionista da Maternidade Municipal, Carolina Kato Prado, considera que o crescimento reflete mudanças na abordagem que a equipe implementou na assistência às lactantes. “Nós já tentávamos manter contato com as doadoras, de forma que elas sentissem proximidade conosco. Recentemente, estreitamos ainda mais esse contato, ligando diretamente no telefone delas ou enviando mensagens no WhatsApp, o que melhorou a comunicação com essas mães”, comentou.
Anteriormente, o contato com as doadoras de leite humano era feito por telefonista, que conferia a necessidade de busca dos frascos de leite. “Se um profissional de saúde faz o contato, essas mães conseguem tirar dúvidas sobre a extração do leite, armazenamento, e até sobre medicamentos permitidos na amamentação. Elas também relatam algumas dificuldades próprias da amamentação e, em um primeiro momento, buscamos tranquilizá-las, mas se necessário orientamos a virem até a Maternidade para atendimento”, explicou a nutricionista.
Como ser uma doadora – Mães residentes em Londrina, que amamentam e ainda assim permanecem com leite disponível podem entrar em contato com a Maternidade Municipal para conferir se têm condições de doar. A Maternidade Municipal Lucilla Ballalai fica situada na Avenida Jacob Bartolomeu Minatti, 350, e o telefone para informações sobre amamentação é 3372-9850. “Verificamos os exames de pré-natal e teste rápido dessa mãe, que tem que estar amamentando o próprio filho e ter excedente de leite. Esse excedente a gente observa quando, mesmo após o bebê dela mamar, as mamas permanecem cheias, mais turgidas. E a extração desse leite a mais é necessária para evitar complicações, como mastite”, destacou a nutricionista da Maternidade Municipal.
E quanto mais leite a mãe conseguir extrair, mais o corpo irá produzir. “Quanto mais o bebê dela mamar e ela fizer a extração, mais leite será produzido. Então a doação não deixa que falte leite para o bebê dessa mãe, além de ajudar outras crianças”, frisou Prado.
Fonte: N.Com