Paraná

Dois dias após tempestade, londrinenses ainda sofrem com falta de luz, água e ruas bloqueadas

19 out 2018 às 16:35

Leitores do Tarobá News têm enviado fotos à redação reclamando da demora dos órgãos públicos para tomar providência em relação às árvores que caíram nas ruas de Londrina devido aos temporais de quarta e quinta-feira. Em alguns lugares, as árvores que caíram na quarta-feira ainda não tinham sido retiradas quando um novo vendaval arrancou outros troncos e os arrastou para o meio da rua. Na Rua Helena Caraminan, no Residencial Cabo Frio, os galhos atrapalham o trânsito há 3 dias.


Rua  Helena Caraminan no residencial cabo frio


No Jardim Paraíso, a Rua Pelicano também está interditada.

 Rua Pelicano Jardim Paraíso


Além das árvores, outros desdobramentos das tempestades dessa semana têm prejudicado os londrinenses; moradores da Rua Salim Sahão, no Alto da Boa Vista, protestam na noite dessa sexta (19) pela falta de energia elétrica: eles atearam fogo em pneus e galhos para chamar a atenção das autoridades para a falta de energia elétrica no bairro desde quarta-feira. 

Rua Salim Sahão, Alto da Boa Vista


Está faltando água até na estação de tratamento da Sanepar. O problema é a falta de energia: sem luz, a bomba que puxa a água do Tibagi parou de funcionar. Isso porque na quinta-feira um cabo de eletricidade se rompeu na zona rural e afetou a rede da Copel na zona leste da cidade. A falta de água deixou 170 mil imóveis em Londrina e Cambé sem água. 4 caminhões pipa da Sanepar estão levando água para hospitais, unidades de saúde e penitenciárias. 

Mas o estoque de 95 milhões de litros cúbicos também já está secando. A situação só não é pior, porque Londrina conta com 3 sistemas de abastecimento. O Guarani que fornece água para parte da zona norte, o Cafezal que abastece a região central e zona oeste e o Tibagi o mais importante, que leva água para cerca de 70% da população. Enquanto esses reservatórios não encherem a orientação da Sanepar é economizar, nada de lavar calçada ou carro. 

Até porque a partir do momento que a energia for restabelecida, o consumidor pode levar até 24 horas para ter água na torneira.

Colaborou: Larissa Trevisan.

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