Paraná

Estudo mostra que Paraná não tem leitos e respiradores suficientes para crise da Covid-19

13 abr 2020 às 17:50

Estudo realizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), a partir de projeções matemáticas realizadas pela Imperial College London, mostra que o Paraná não possui leitos e respiradores suficientes para enfrentar um eventual crescimento expressivo dos casos de coronavírus. De acordo com o levantamento, que foi divulgado nesta segunda-feira (13), a maior preocupação se dá em áreas de grande concentração populacional, como as regiões de Curitiba, Londrina e Maringá.

Dividido por regionais, os dados partem de uma ideia de que 10% da população seria infectada pelo novo coronavírus no Paraná. Levando em conta apenas Curitiba e as 28 cidades da região metropolitana de Curitiba, por exemplo, seriam 365,5 mil pessoas com a doença. Destes pacientes, 18.274 seriam casos graves que necessitariam de tratamento intensivo com respiradores. Hoje, a região com apenas 981 leitos de UTI e 1.625 respiradores.

Professora de Saúde Coletiva da UFPR e integrante do grupo que realizou o estudo, Carla Straub explica que os dados mostram a necessidade de manter as ações de isolamento social. “Para uma situação crítica de infecção, o Paraná não tem uma estrutura necessária. O estudo mostra que as medidas de isolamento são urgentes, uma vez que já trabalhamos a partir de números de um grande isolamento social. Precisamos ampliar as medidas de isolamento, senão o sistema de saúde do estado não vai dar conta do atendimento”, explica.

A UFPR ressalta que o estudo foi realizado há cerca de duas semanas, antes da tendência de afrouxamento das medidas restritivas, com reabertura de comércios e menor aderência da população ao distanciamento social.

Para Carla Straub, essas medidas tendem a piorar o quadro. “Nós vimos já, através da experiência internacional, que a falta de medidas rígidas de distanciamento social provoca o colapso. Um exemplo claro, é a cidade de Nova York, que hoje é considerado o epicentro da doença. É muito prematuro, a partir da capacidade do sistema, afrouxar o distanciamento social”, diz.

Fonte: Banda B

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