Paraná

Falta de cilindros e aumento da demanda leva hospitais a investirem em usinas

17 mar 2021 às 13:23

O Paraná vive o pior pico da pandemia de coronavírus e isso tem apresentado reflexo nos leitos em hospitais de todo o estado. Um problema que vem gerando preocupação é a falta de cilindros para envasar oxigênio.

Diante do aumento expressivo no consumo e a alta demanda do gás pelos pacientes com a Covid-19, muitos hospitais e unidades de saúde tem investido em usinas de oxigênio.

Com isso, as industrias tem registrado aumento nos pedidos.

Veja a nota da Prefeitura:

"A demanda de oxigênio gasoso em todo o território nacional vem aumentando vertiginosamente em decorrência da elevação de casos de COVID-19, e consequentemente do agravamento do quadro de saúde de muitos pacientes .

Especificamente, no que diz respeito ao Município de Cascavel, existem pacientes internados além da capacidade normal de atendimento dos serviços, o que causa a necessidade do uso de O2 gasoso, além dos pontos existentes da rede de O2 líquido.

Paralelo a isso, é de conhecimento geral que as empresas do ramo enfrentam escassez de torpedos para o envase do produto no quantitativo suficiente para o aumento repentino da demanda.

Ainda assim, até o momento o Município não ficou desabastecido de cilindros de oxigênio gasoso, uma vez que a empresa licitada tem efetuado as entregas programadas.

O que tem ocorrido são alguns problemas relacionados à logística de transporte e que tem gerado preocupação de desabastecimento futuro devido ao cenário geral. Não obstante, a equipe da SESAU tem monitorado diariamente a empresa fornecedora e mantém contato permanente visando prevenir maiores problemas.

Além disso, torna-se relevante destacar que foi providenciado extensão da rede de O2 líquido em duas UPAs no Município que tem concentrado o atendimento de pacientes COVID, sendo que já foi possível detectar uma economia de 40% de O2 gasoso, com a intensificação do uso de O2 líquido nesses serviços. Este último não possui problema de abastecimento ou produção, e a previsão é de que não haverá falta do mesmo.

Desse modo a expectativa é de que o Município não sofra da falta de oxigênio para o tratamento da sua população".