Uma fiscalização surpresa avaliou as obras na sede da delegacia do trabalho de Londrina. A ação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina, Sintracom, Acil e Sinduscon constatou que funcionários trabalhavam sem equipamentos de segurança e sem terem passado por treinamento obrigatório, o que ocorre antes dos trabalhos começarem.
A ação, que faz parte da rotina do sindicato da categoria, foi impulsionada também por denúncias de que os funcionários estariam trabalhando sem o básico de segurança. O local, na esquina da Avenidas Leste Oeste com Rio Branco, passa por reformas desde novembro, mas mantem parte dos atendimentos.
Segundo o presidente do Sintracon, Denilson Pestana, esta é uma obra que não poderia ter nenhuma irregularidade. “O que foi visto lá é um absurdo, por ser uma obra num órgão federal, que é o responsável pela fiscalização de segurança a trabalhadores e pelo cumprimento das normas. Alguns não tinham sequer luvas, o que é inadmissível. Esta obra tinha obrigação de não ter nenhuma irregularidade”, completa.
Além disso, os funcionários também não passaram por treinamento obrigatório de 6h, que deve acontecer antes do início dos trabalhos. “É assim que vão conhecer os riscos da obra. Isso é lei”, ressalta Pestana.
O Sintracon vai notificar a empresa responsável pela obra e solicitar documentos para verificar se existem mais irregularidades. Apenas este ano, foram 38 fiscalizações em obras e em todas foram encontrados problemas. “No desta, na delegacia do trabalho, nós damos o prazo até no máximo quinta feira pra regularização. Caso não seja cumprida, o sindicato aciona o Ministério Público e a obra pode até ser interditada”, alerta o diretor do Sintracon, Gilmar de Souza.
A obra está orçada em R$ 730 mil reais.
Internauta flagrou descaso
Na última sexta feira, o Tarobá News publicou as fotos de um internauta que flagrou trabalhadores da construção civil atuando sem equipamento de segurança na obra do prédio do Ministério do Trabalho.
As imagens mostram homens sem camisa, sem capacete e sem luvas. A obra tem fios de energia expostos, vergalhões fincados no chão e tábuas com pregos. O autor do flagrante observou homens andando em cima do telhado e fazendo pintura sem máscara.
Além disso, a calçada em frente ao prédio está intransitável por causa da reforma.
Reportagem: Ticianna Mujalli