Paraná

Gaeco afirma que prisão de Richa não está relacionada com eleições

11 set 2018 às 13:44

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa, foi detido em casa na manhã desta terça-feira (11), junto com a esposa Fernanda Richa, que foi secretária durante o governo do marido. Eles foram alvos de prisão temporária em uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR) sobre fraude em licitações na manutenção de estradas rurais do estado, entre os anos de 2012 e 2014.

Também foram presos o irmão de Beto Richa, Pepe Richa, o primo Luiz Abib Antoun e o secretario de cerimonial do governo, Ezequias Moreira. Segundo o Gaeco, as prisões são temporárias e válidas por cinco dias.

Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, os quais foram cumpridos em Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu. Foram alvo de busca e apreensão 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas e na sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).

Os mandados foram expedidos pelo juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba e as investigações correm em segredo de justiça.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

O coordenador do Gaeco do Paraná, Leonir Batisti, afirmou que não há nenhuma relação da operação com o processo eleitoral, onde Beto Richa é candidato.

Também nesta terça-feira, a Polícia Federal deflagrou a 53ª fase da Operação Lava Jato, onde o foco também era um grupo do Governo Beto Richa, inclusive com mandado de busca e apreensão no apartamento dele no bairro Mossunguê, em Curitiba.

A investigação apura um suposto pagamento milionário de vantagem indevida em 2014 pelo setor de propinas da Odebrecht em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da PR-323.

A Operação Piloto se refere ao apelido dado ao ex-governador nas planilhas da Odebrecht.

Ainda segundo a PF, os crimes investigados na atual fase são corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

Três pessoas foram presas, entre elas está Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Beto Richa. Ele também teve mandado de prisão expedido pela justiça estadual, mas foi encaminhado à Polícia Federal, onde a prisão é preventiva.

A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.

A defesa de Deonilson afirmou que ele se prontificou a prestar depoimentos e nunca foi chamado pela Justiça, portanto a prisão dele é desnecessária.

A CBN Curitiba tenta contato com as defesas de Fernanda Richa, Pepe Richa, Luiz Abib Antoun e Ezequias Moreira.

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