A terceira assembleia feita por trabalhadores do transporte coletivo de Londrina na noite desta segunda-feira (17) decidiu manter o estado de greve da categoria. Cerca de 120 pessoas se reuniram no Sindicato por cerca de uma hora e meia e a maioria decidiu rejeitar a proposta da TCGL. "Nós aceitamos os 4% de aumento oferecidos pela Grande Londrina, mas uma das cláusulas do acordo proposto por ela prevê o fim da estabilidade dos cobradores e garante nossos salários por apenas 30 dias", afirma João Batista da Silva, presidente do Sinttrol.
Em acordo firmado em 2017, os funcionários da empresa conquistaram estabilidade por 3 anos, mas seu possível fechamento a partir do próximo ano pode reverter este quadro. "Os juízes têm decidido por revogar a estabilidade quando as empresas fecham, mas o que nós queremos é, pelo menos, continuar recebendo nossos salários pelo tempo acordado". O aumento de 4% também tem gerado polêmica. "A Grande Londrina quer fazer o pagamento como um abono indenizatório, ao passo que nós desejamos que esse valor seja incorporado ao holerite, ainda que a partir de fevereiro", declara João Batista.
A decisão é de que o estado de paralisação permaneça, mas seja suspenso enquanto durarem as negociações. "A greve pode ser deflagrada a qualquer momento, pois entendemos que a liminar concedida pelo juiz do trabalho ordenando que 70% da frota sejam mantidos em circulação é proibitiva: a cada dia de descumprimento, o Sindicato deve pagar R$ 50 mil", alega.
A próxima reunião entre os trabalhadores do transporte coletivo e o patronato deve ser na quarta-feira (19) e deverá tratar da demissão de funcionários.