Paraná

Homem é preso por manter esposa em cárcere privado por cinco anos no PR

02 abr 2026 às 21:37

A Polícia Civil do Paraná prendeu Jean Machado Ribas, de 24 anos, após o descumprimento de medidas protetivas relacionadas ao crime de cárcere privado cometido contra sua esposa em Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba. 


A vítima permaneceu impedida de sair de casa por cinco anos, período superior ao tempo que o agressor passou inicialmente sob custódia do Estado. Jean havia sido condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto, mas permaneceu apenas 10 meses em regime fechado antes de receber o benefício de progressão de pena.


O caso tomou repercussão devido ao rigor do isolamento imposto à mulher, que era monitorada por câmeras de segurança instaladas na residência. Segundo as investigações, ela não tinha permissão para utilizar aparelhos celulares e sofria agressões físicas constantes, ocorridas inclusive na presença do filho do casal, uma criança de quatro anos. 


A libertação ocorreu em março de 2023, após a vítima conseguir enviar um pedido de socorro utilizando o celular do próprio agressor. Antes do resgate, ela já havia tentado alertar sobre sua situação por meio de um bilhete deixado em um posto de combustíveis da região.


Revisão da pena e retorno ao regime fechado


A nova ordem de prisão foi expedida após uma solicitação de revisão da pena protocolada pelo Ministério Público. A Justiça determinou que o acusado retorne ao regime fechado para o cumprimento do restante da condenação. Embora a violação específica da medida protetiva que motivou a nova detenção não tenha sido detalhada pelas autoridades judiciárias, o descumprimento dessas normas é o fundamento legal para a regressão do regime e o retorno ao cárcere.


A estrutura do crime de cárcere privado em Itaperuçu revela um padrão de controle extremo. Durante a fase de instrução do processo, os relatos detalharam que a privação de liberdade era acompanhada de violência psicológica e física, mantendo a vítima em estado de vulnerabilidade permanente por meia década. 


A atuação das autoridades agora foca na garantia da integridade da vítima e no cumprimento rigoroso da sentença revisada, diante do histórico de reiteração de comportamentos agressivos por parte de Jean Machado Ribas. O processo segue em acompanhamento pelo sistema judiciário do Paraná, que analisa os próximos passos da execução penal do condenado.

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