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IAT aplica R$ 5 milhões em multas na Operação Mata Atlântica em Pé

A operação foi realizada realizada entre os dias 17 e 27 de agosto, nas regiões Central, Centro-Sul e Sudoeste do Estado
04 set 2026 às 22:22
Por: TN Online

As ações de fiscalização do Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), nas regiões Central, Centro-Sul e Sudoeste do Paraná, resultaram na lavratura de 392 Autos de Infração Ambiental (AIA) durante a Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada entre os dias 17 e 27 de agosto. 


As infrações geraram R$ 5,696 milhões em multas aplicadas e 760,34 hectares de danos ambientais constatados. Os dados integram o relatório final da participação do Instituto na força-tarefa, divulgado nesta sexta-feira (4).


Coordenada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), a operação reúne diferentes órgãos no combate ao desmatamento da Mata Atlântica. A atuação estratégica do IAT parte dos alertas de alteração da cobertura vegetal, passa pela análise técnica dos pontos identificados e chega à verificação em campo. As informações orientam as equipes e permitem confirmar os danos antes da aplicação das medidas administrativas.


O relatório do IAT registra ocorrências identificadas a partir de ferramentas como MapBiomas e Rede MAIS, via satélite. Em diferentes casos, as duas fontes aparecem associadas aos pontos fiscalizados. O método permite direcionar a fiscalização para locais com indícios de alteração da vegetação. A análise técnica antecede a chegada das equipes e ajuda a definir onde a presença dos fiscais pode ser necessária.

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Quando a irregularidade é confirmada, o IAT formaliza a ocorrência por meio do Auto de Infração Ambiental e aplica as medidas administrativas previstas na legislação. Os registros mostram diferentes tipos de danos, entre eles intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal, vegetação em diferentes estágios e situações de descumprimento de embargo.


O uso de imagens de satélite e sistemas de georreferenciamento ampliou ainda a capacidade de observação do território. Com isso, as equipes não dependem apenas da descoberta de uma área degradada e recebem alertas produzidos por sistemas de monitoramento. A informação indica o local e permite, com eficácia, uma análise prévia antes do deslocamento para a propriedade.


Em Pitanga, na região central do Estado, por exemplo, determinados registros foram associados a alertas do MapBiomas, enquanto outros utilizaram informações da Rede MAIS. Também existem ocorrências nas quais diferentes fontes aparecem no mesmo registro. “A tecnologia não substitui a fiscalização presencial.

 Ela amplia a capacidade de localizar alterações na vegetação e direcionar os recursos disponíveis. Na prática, o alerta indica o ponto, a análise direciona a ação, a equipe verifica a ocorrência e o auto formaliza a infração”, afirma o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes.


INTELIGÊNCIA INTEGRADA – A Operação Mata Atlântica em Pé reúne diferentes instituições sob coordenação do Ministério Público. Cada órgão atua dentro das próprias atribuições, em uma estratégia conjunta de combate ao desmatamento e à degradação da vegetação nativa.


Na atuação do IAT, a operação transforma alertas ambientais em ações concretas de fiscalização. A partir das informações produzidas pelos sistemas de monitoramento, o Instituto analisa os pontos identificados, direciona as equipes e verifica as condições encontradas em campo. Esse trabalho permite não apenas identificar novas ocorrências, mas também verificar situações relacionadas a áreas já fiscalizadas, embargos e outras medidas administrativas.


Para o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, essa integração entre tecnologia e fiscalização amplia a capacidade de atuação do Instituto. “O trabalho começa com a identificação dos alertas e a análise técnica das informações. A partir desses dados, as equipes conseguem direcionar a fiscalização para os pontos com indícios de irregularidade, verificar a situação em campo e adotar as medidas administrativas previstas. Essa integração entre tecnologia, análise e fiscalização amplia a capacidade de atuação do Instituto no combate ao desmatamento”, destaca Goes.


DIFERENTES DANOS – Os 392 autos não significam necessariamente 392 áreas diferentes. Um mesmo alerta pode originar mais de um auto quando a análise identifica diferentes irregularidades em uma propriedade. Em Santa Maria do Oeste, também no Centro do Paraná, por exemplo, registros associados ao MapBiomas aparecem vinculados a autos relativos a APP, Reserva Legal e diferentes estágios de vegetação.


Em Pitanga, outro conjunto de registros reúne infrações associadas a um mesmo alerta, com ocorrências relacionadas a APP, Reserva Legal, estágio inicial, estágio médio e impedimento da regeneração.

O relatório também apresenta casos de maior extensão. Em Prudentópolis, no Centro-Sul, uma ocorrência registrada no documento alcançou 23,69 hectares, com multa de R$ 130 mil. Em Nova Tebas, na região Central, outra ocorrência atingiu 30 hectares, com multa de R$ 150 mil. “Os casos ajudam a dimensionar a variedade de situações encontradas pelas equipes do Instituto”, diz Goes.


RESULTADO – No Paraná, de acordo com o MPPR, foram fiscalizados 2 mil hectares de áreas em que havia suspeitas de desmatamento ilegal, sendo lavrados 445 autos de infração ambiental que somaram R$ 14,2 milhões em multas aplicadas. Além das ações promovidas pelo IAT, a operação contou com a participação do Batalhão de Polícia Ambiental e da Superintendência do Paraná do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Já o balanço nacional alcançou 8.370,28 hectares de Mata Atlântica fiscalizados com possíveis desmatamentos ilegais, que resultaram em R$ 100.031.473 em multas aplicadas em todo o País.

Além do Paraná, a operação ocorreu em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

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