Um estudo técnico sobre o aeroporto de Londrina foi apresentado nesta segunda-feira (12) pelo prefeito Marcelo Belinati e pelo IPPUL. Também foram anunciadas medidas para possibilitar a expansão e elevação de categoria. A tentativa é incluir esses projetos no processo licitatório para privatizar o aeroporto, o que deve ocorrer ser no ano que vem.
Na proposta do município, o Aeroporto Governador José Richa tem mais capacidade de crescimento do que prevê o projeto aprovado pela Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil. A cidade contaria com um complexo aeroportuário pra receber, por exemplo, aviões de carga e ainda uma base de operação pra companhias aéreas internacionais.
Outra mudança prevista é na pista, que passaria de 1.760 metros para 3.500 metros; a área de proteção da cabeceira cresceria em até mil metros. Para isso, além dos imóveis já desapropriados nos bairros e outros ainda em processos na justiça, o município transformou em área de utilidade pública propriedades rurais no entorno do aeroporto. O decreto foi assinado nessa manhã e torna mais simples o uso de 450 alqueires pela empresa ou grupo de empresas que assumirem as operações.
O aeroporto de Londrina está num pacote de privatização com mais oito aeroportos da região sul. Empresas já foram contratadas pelo governo federal para avaliar cada um. A ideia é que o projeto feito pelo município conste nesses estudos e possibilite mais investimento do que os R$200 milhões já anunciados, dinheiro da iniciativa privada.
No primeiro semestre deste ano, o movimento de passageiros cresceu 10% em comparação com o mesmo período de 2018 – foram quase 500 mil embarques e desembarques, o maior fluxo dos últimos três anos.
Reportagem: Kathulin Tanan