Em uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná e a Polícia Civil de Minas Gerais, os irmãos João Gabriel Cortez Delgado, 27, e Guilherme Cortez Delgado, 22, foram presos na tarde desta segunda-feira (2). Eles são suspeitos de envolvimento na morte de Maycon Alves da Silva, 42, ocorrida em Paranavaí (PR). A prisão ocorreu na cidade de Moeda (MG), onde os investigados estavam escondidos desde o dia 23 de fevereiro.
A investigação aponta que o crime foi motivado por uma acusação falsa de furto. Os irmãos e um terceiro cúmplice teriam agredido Maycon Alves da Silva, 42, brutalmente no dia 14 de fevereiro, por acreditarem que ele havia subtraído uma máquina de lavar roupas. O delegado da PCPR, Marcelo Trevizan, afirmou que não existem indícios de que a vítima tenha praticado o furto.
Silva foi agredido em um sábado e precisou ser internado dois dias depois, vindo a morrer no dia 18 de fevereiro. Testemunhas e vídeos de segurança registraram a violência da abordagem. Segundo relatos, a vítima insistia na própria inocência durante o espancamento, repetindo que “apenas bebia e não mexia com ninguém”.
Após as agressões, um dos investigados teria procurado Silva no dia 15 para entregar R$ 300 e fazer ameaças, na tentativa de evitar que o caso fosse denunciado. O registro da ocorrência foi feito por familiares no dia 17, enquanto a vítima já estava hospitalizada. Como não houve flagrante, a detenção dos suspeitos dependeu de ordem judicial, expedida no dia 25.
“Como não houve prisão em flagrante e o registro ocorreu dias após o fato, a detenção dos suspeitos dependia de ordem judicial. Após diligências, os investigados foram identificados e a autoridade policial representou pela prisão preventiva. O pedido teve parecer favorável do Ministério Público e decisão judicial expedida no dia 25”, explicou o delegado.
Os detidos foram levados ao sistema prisional de Minas Gerais e estão à disposição do Judiciário. A Polícia Civil deve concluir o inquérito em até dez dias. As autoridades continuam as buscas para localizar Luiz Felipe Lopes de Deus, o terceiro suspeito identificado, que permanece foragido com mandado de prisão em aberto.