Paraná

Levantamento mostra que índices de homicídios nas cidades de fronteira são mais altos do que a média do país

14 ago 2018 às 09:15

Os índices de homicídios nos municípios de fronteira, as chamadas cidades gêmeas, são mais altos se comparado ao restante do país. As informações são do levantamento do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), que que lança na próxima semana um diagnóstico completo sobre as condições econômicas e sociais dessas regiões.

Em primeira mão, o Idesf disponibilizou para a Band os dados referentes à violência nas 32 cidades gêmeas do Brasil. O presidente do Instituto, Luciano Barros, afirma que as fronteiras do Paraná e Mato grosso do Sul com o Paraguai, continuam sendo a principal porta de entrada do contrabando e possuem os índices de homicídios mais altos que no restante do país.

Entre as cidades mais violentas do Brasil, segundo o estudo, estão Coronel Sapucaia com 67 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes, e Paranhos com 109 óbitos para a mesma parcela da população, ambas no Mato Grosso do Sul. Já no Paraná, o município de Guaíra, no oeste do Estado, tem um índice de 64 assassinatos por 100 mil habitantes.

De acordo com o presidente do Idesf em algumas cidades o número de homicídios é cinco vezes maior do que a média nacional que atualmente está em 27 óbitos. Luciano Barros explica que a infraestrutura de logística das cidades de fronteira contribui para a prática de crimes.

O contrabando gera perdas de cerca de 130 bilhões de reais por ano no Brasil. O impacto negativo é registrado no setor industrial, na arrecadação de impostos e ainda traz reflexos para a área de segurança e saúde. De acordo com o presidente do Idesf, os prejuízos podem ser amenizados com mais investimento em educação e em recursos humanos e tecnológicos.

Depois de finalizado, o estudo será encaminhado a todos os candidatos à presidência da República. A intenção, segundo o Idesf, é permitir que os candidatos tenham acesso à radiografia da realidade dos municípios de fronteira e, a partir do levantamento, possam pensar em propostas que amenizem os problemas nessas cidades, caso sejam eleitos.

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