Paraná

Moro admite que Lava Jato teve mais apoio que Caso Banestado

24 ago 2018 às 14:27

Em palestra para associação de delegados em Salvador, o juiz federal Sérgio Moro, admitiu ontem (23) que o avanço da operação Lava Jato, que começou em 2013, só foi possível graças a um apoio institucional. Ele comparou a Lava Jato com o Caso Banestado, que investigou com menos recursos a remessa bilionária de dinheiro para o exterior.

O caso envolve parte dos mesmos agentes, principalmente doleiros também presos na Lava Jato, como Alberto Youssef. Moro nega que a investigação tenha protegido políticos.

Moro, que foi o juiz do Caso Banestado, também atribuiu a limitação das investigações a falta de apoio internacional.

Segundo ele, a Lava Jato conseguiu identificar, através de doleiros, uma rede de corrupção envolvendo campanhas, políticos e agentes públicos e privados.

O juiz também defendeu na palestra contratada pela associação dos delegados que haja um mandato fixo para o diretor-geral da Polícia Federal. A eleição é uma bandeira histórica dos delegados federais. Hoje, o chefe da corporação é indicado pelo presidente da República e pode ser substituído a qualquer momento.

Para o juiz, é ‘salutar’, ou seria bom, a estipulação do mandato para o diretor-geral com o objetivo de evitar ‘interferências indevidas e protegê-lo de retaliações políticas’.

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