A Promotoria do Meio Ambiente recomendou à Prefeitura de Londrina que não inicie as obras da nova sede do SAMU. Um laudo do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aponta que o local - antigo posto da Petrobras - está contaminado.
Os trabalhos não são as obras da base do SAMU, não. São técnicos furando o solo e coletando material para análise. A empresa foi contratada pelo Petrobras, dona do antigo posto que funcionou até 2011.
Esse trabalho é necessário para saber a real condição do solo. O estudo começou a ser feito após a promotoria de meio ambiente emitir um ofício a vários órgãos, como SEMA, Petrobras, e ao prefeito para que a obra não fosse autorizada, nem os trabalhos iniciados. Isso porque laudos do IAP apontam que o solo está contaminado.
Segundo a promotora Leila Schimidt, os últimos estudos são de 2006 e por isso é necessário um laudo atualizado. O secretário de saúde, Felippe Machado, informou que os trâmites de licitação devem continuar, como a publicação do edital, mas seria uma medida para garantir o dinheiro. A análise de solo que deve confirmar ou descartar contaminação fica pronta até o meio de novembro.
O prédio que pertence ao poder público hoje serve de moradia para andarilhos. Desde 2014 há negociações pra a construção de uma base do SAMU no local. Em julho deste ano foi feito anúncio de R$ 4,5 milhões por parte do governo do Estado, dinheiro que aguarda a licitação para ser liberado.
(Reportagem: Ticianna Mujalli/ Fabio Lainetti)