Paraná

Museu Histórico passa por adequações a pedido do Corpo de Bombeiros

05 set 2018 às 08:25

O Museu Histórico de Londrina está passando por adequações a pedido do Corpo de Bombeiros para minimizar o risco de incêndio. No Museu de Arte, um projeto de recuperação da estrutura ainda não saiu do papel porque o dinheiro está contingenciado, embora a Secretaria Municipal de Cultura garanta que a manutenção está em dia. Os questionamentos aumentaram depois da tragédia no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no domingo, onde o fogo consumiu parte da história e da cultura.

Desde o último domingo, fica a dúvida: o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, que tinha completado 200 anos, pode se repetir em outro local? A maior parte dos 20 milhões de itens foi consumida pelas chamas. Uma perda incalculável e que nos fez recordar outra tragédia: a destruição do Teatro Ouro Verde, em 2012, também pelo fogo, causado por um curto-circuito.

Incidentes que chamam a atenção pela falta de investimentos na preservação da história. Londrina tem dois museus: o Histórico funciona desde 1986 no prédio da antiga ferroviária, ainda da década de 1950. A última grande reforma terminou há 18 anos. Agora, estão sendo feitas adequações, a pedido dos bombeiros. Uma delas é uma ligação de energia elétrica independente da rede, exclusivamente para as bombas de combate a incêndio. Depois, a casa de bombas será reformada, com a troca da tubulação e a instalação de mais um equipamento para bombear a água até os hidrantes.

As adequações incluem ainda uma proteção nas escadas e no piso de madeira do andar superior, feitos de peroba rosa. Será preciso lixar tudo e passar um verniz especial para retardar a propagação do fogo em caso de incêndio. O trabalho deve ser concluído até o próximo dia 25 e o custo é de R$ 50 mil, dinheiro da própria UEL.

O museu registra 50 mil visitantes por ano. O acervo tem mais de 1 milhão de peças entre fotos, documentos e objetos. Um incêndio significaria um prejuízo irreversível.

No caso do Museu de Arte, a última reforma foi em 1997. Existe um projeto de restauração completa e que está pronto desde 2011. Na época, o custo era de R$ 2,4 milhões. O valor atual ficaria na casa dos R$ 4 milhões. Por falta de dinheiro, esse projeto não saiu do papel. Mesmo assim, a estimativa é que a estrutura elétrica esteja em boas condições para evitar um incêndio.

Em 1952, era inaugurado o Terminal Rodoviário de Londrina, que funcionou até 1988 no local, quando passou a ser o centro de artesanato. Em 1993, foi criado o Museu de Arte.O prédio foi tombado como patrimônio histórico e artístico em 1974. Com a limitação de recursos, a ideia é investir num projeto menor, incluindo a restauração das esquadrias metálicas (portas e janelas) e do brize (metal que protege as janelas da parte dos fundos), a troca de todos os vidros (já com proteção solar), correção das infiltrações e impermeabilização. mas, sem mudanças nas partes hidráulica e elétrica. Seriam necessários R$ 1,3 milhão. Falta licitar e liberar a verba que está contingenciada.

(Reportagem: Luciane Miyazaki/ Julio Moura)

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