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Número de cirurgias eletivas no Paraná tem salto com regionalização do atendimento

Entre janeiro e setembro de 2025 foram realizadas 603 mil cirurgias
02 jan 2026 às 09:59
Por: Agência Estadual de Notícias
Foto: HZS/SESA-PR

O Programa Opera Paraná consolidou em 2025 um dos maiores avanços da saúde pública estadual ao elevar o volume de cirurgias eletivas a níveis inéditos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), entre janeiro e setembro de 2025 foram realizadas 603 mil cirurgias, com média de 67 mil por mês. Nesse ritmo, 2025 deve terminar com cerca de 805 mil cirurgias, volume 15% superior ao registrado no ano passado. Criado em 2022, o programa tem como foco reduzir filas de cirurgias de média e alta complexidade, ampliando a oferta de serviços em hospitais de todos os portes.


“O Paraná é o Estado que mais realiza proporcionalmente cirurgias eletivas no país. Estamos levando qualidade de vida e soluções à população ao eliminar filas e diminuir a espera”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.


A partir de uma estratégia de regionalização do atendimento, o Opera Paraná estabeleceu um novo padrão de agilidade e acesso para a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2024 e 2025, o intervalo entre a autorização e os procedimentos caiu 4,61%, passando de 65 para 62 dias. Atualmente, no Estado, 73.736 pacientes aguardam um procedimento cirúrgico. “Esse aumento é reflexo da ampliação dos serviços e, ainda assim, estamos conseguindo acelerar o atendimento”, destacou o secretário.


Ao longo de 2025, os 83 mutirões promovidos pelo Opera Paraná reforçaram esse avanço ao ampliar não apenas cirurgias eletivas, mas também consultas, exames e diversos procedimentos na rede hospitalar, em parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).


No Hospital São Rafael, em Rolândia, no Norte paranaense, as cirurgias eletivas saltaram 35% de janeiro a setembro de 2025 em relação ao mesmo período no ano passado. Dados da Sesa apontam que de 2023 para 2024 o balaço fechou em 97% a mais no número de procedimentos, totalizando quase 2,3 mil.

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Referência para uma população de 130 mil habitantes em 8 municípios, o hospital zerou as filas de espera para vasectomia, laqueadura e cirurgias ortopédicas de pé e mão. Com o novo fluxo, pacientes dessas especialidades hoje esperam, em média, 40 dias entre a consulta e o procedimento. “Já começamos a receber pacientes de Londrina para procedimentos de mão. A expectativa é fazer cerca de mil cirurgias ainda no primeiro semestre de 2026”, afirmou o diretor do hospital, Paulo Boçois de Oliveira.


A experiência da dona de casa Vanessa Lopes (34 anos) ilustra o impacto dessa aceleração. Moradora da região, ela fez a laqueadura no início de dezembro, após cumprir o período de carência legal de 60 dias. “Entre a última consulta e a cirurgia, foram menos de dois meses”, contou.


O hospital vem ampliando a capacidade desde 2018, quando realizava 21 procedimentos mensais contratualizados. A projeção para o próximo ano é de 500 cirurgias ao mês, frente às 190 atuais.

SUPERAÇÃO – Antes da pandemia, em 2018, o Paraná registrava cerca de 490 mil cirurgias eletivas por ano. Com a Covid-19 esse número caiu pela metade. A retomada começou em 2022, primeiro ano do Opera Paraná, que recolocou o Estado no patamar pré-pandemia. Desde então, os avanços vêm acelerando: foram 589 mil cirurgias em 2023 e 696 mil em 2024. No acumulado desde o início do programa, o Estado ampliou em 64% o número de atendimentos.


O PROGRAMA – O Opera Paraná reúne hospitais públicos estaduais e municipais, assim como unidades privadas contratualizadas que contam com a remuneração do Estado para equipes e estruturas acima da tabela oficial do SUS para ampliar o volume de cirurgias. Nos últimos dois anos e meio, o programa recebeu R$ 1 bilhão em investimentos por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

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