O número de furtos e roubos aumentou quase 3 vezes nas escolas e centros de educação infantil de Londrina. A Guarda Municipal admite a estrutura limitada para proteger os prédios públicos. Na escola Municipal Sônia Maria Debei, zona norte, só no ano passado foram 3 tentativas e 1 furto. A insegurança na escola é tão grande que isso limita até o uso de recursos pedagógicos nas salas de aula. A intenção era instalar uma televisão em cada sala de aula, mas como as portas de madeira são frágeis, a decisão foi por não colocar por enquanto e as crianças têm revezar uma TV que fica trancada na coordenação.
Um grande furto foi registrado aqui em março: mais de 20 computadores, eletrônicos e dinheiro foram levados. A polícia recuperou a maioria dos objetos. Nem as câmeras inibiram os bandidos. Depois disso, reforço nas medidas de segurança. O número de furtos, roubos e tentativas quase triplicou nos últimos 2 anos nas escolas municipais e centros de educação infantil em Londrina. Em 2017, foram 16 casos. No ano passado, 35. E neste ano, que ainda nem terminou, já são 43 ocorrências.
Casos de vandalismo se mantêm: são cerca de 25 nos últimos anos. Em agosto na CMEI Marina Sabóia Nascimento os funcionários tiveram que limpar o espaço que foi feito de banheiro por vândalos. A GM divide a cidade em seis áreas e tem uma viatura para cada uma delas. Ao todo são, 120 escolas e CMEIS. Diante da estrutura limitada, a instalação do alarme monitorado tem sido apontada como saída para o problema. O projeto está na Secretaria de Obras. O custo está previsto em R$ 500 mil. Na Escola Municipal Eugênio Brugin, a diretora decidiu agir: depois de 18 furtos em 2018 e prejuízo de R4 40 mil, ela conseguiu trazer a comunidade para perto.
Reportagem: Heloísa Pedrosa.