Paraná

Obras rodoviárias levam segurança e desenvolvimento a Castro

05 set 2020 às 09:05

Trafegar pela Estrada do Socavão, que dá acesso a um dos principais distritos rurais de Castro, nos Campos Gerais, é quase uma aventura. O frio na barriga, porém, dá lugar à apreensão: é tanta poeira que fica difícil enxergar alguns metros à frente e o movimento intenso de caminhões torna tudo ainda mais perigoso.

Além de insegurança e de todos os problemas que a poeira causa, os cerca de 40 quilômetros que separam o Centro da cidade da vila parecem muito mais longos. Metade do trecho, utilizando a PR-090, é percorrido em cerca de 20 minutos. Já os 22 quilômetros pela Estrada do Socavão não podem ser feitos em menos de uma hora porque é preciso muita cautela.

Para grande parte dos cerca de 8 mil moradores do Socavão esses problemas vão ficar no passado. Com apoio do município, o Governo do Estado está asfaltando o trecho mais habitado da estrada. São 8,6 quilômetros, entre a sede do distrito e a região do Pinheirão. O investimento é de R$ 16 milhões – R$ 15,2 milhões da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística e R$ 803 mil de contrapartida da prefeitura.

A obra foi iniciada em março do ano passado, após a liberação feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Até agora, sete quilômetros de asfalto foram concluídos, com o pavimento já implantado, aguardando apenas a sinalização definitiva. “É um distrito muito grande, maior que muitos municípios paranaenses, e que tem grande importância econômica para os Campos Gerais. Mas a via de ligação com a sede de Castro era muito precária, não condizia com a necessidade da população”, ressalta o governador.

DESENVOLVIMENTO – Junto com outros investimentos na infraestrutura rodoviária de Castro, a nova Estrada do Socavão ajuda no desenvolvimento da cidade que é forte produtora agrícola, leiteira e de minérios. “Temos na região pelo menos três grandes mineradoras, muita extração de madeira de reflorestamento e uma grande produção agrícola, principalmente de grãos”, explica o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Emerson Gobbo.

O movimento de veículos na estrada é muito intenso. Em somente uma das três mineradoras chegam a circular 200 caminhões por dia, além dos ônibus do transporte escolar e do tráfego dos veículos menores. “É uma obra extremamente necessária porque quando chove tem muito barro e quando não chove é muito pó. No fim de tarde a visibilidade é ainda pior, o que torna o trânsito por lá ainda mais perigoso”, afirma.

Um desvio foi implantado para garantir a segurança da obra, que está em fase final, com o plantio de grama e instalação de sinalização e equipamentos de segurança. “O traçado, que era todo sinuoso, com muitos altos e baixos, foi refeito. Ela foi alargada, ficou mais plana e reta, com menos curvas que o traçado anterior”, explica Edson Inácio, encarregado da obra. 

De acordo com Gobbo, o município planeja pavimentar todo o trecho da estrada de terra, de 22 quilômetros, e já tem R$ 10 milhões garantidos, via emenda parlamentar, para fazer pelo menos mais cinco quilômetros de asfalto.

AEN

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