Uma operação integrada entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Receita Estadual resultou na apreensão de aproximadamente 2 toneladas de fios, cabos e outros materiais de cobre em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
A ação foi realizada nesta quinta-feira (3) e teve como objetivo combater o furto e a receptação de cobre, além de atingir a cadeia econômica que movimenta o comércio clandestino desse tipo de material.
A operação contou ainda com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) de Ponta Grossa, por meio do Grupamento de Operações com Cães (GOC).
Segundo as forças de segurança, a Polícia Civil ficou responsável pelo trabalho de inteligência e pelas investigações que antecederam a operação, com foco na identificação de possíveis receptadores e depósitos relacionados aos furtos.
A Polícia Militar atuou no policiamento ostensivo, nos cercos táticos e na segurança das equipes durante as fiscalizações realizadas em ferros-velhos da região.
Já a Receita Estadual realizou auditorias nos estabelecimentos, verificando notas fiscais, registros de entrada e saída de mercadorias e a regularidade tributária das empresas.
Durante a ação, foram encontrados cerca de 2 toneladas de cobre sem procedência declarada e sem comprovação fiscal. O material foi apreendido e retirado de circulação.
De acordo com a Polícia Civil, os proprietários dos estabelecimentos onde foram constatadas irregularidades foram autuados em flagrante pelo crime de receptação qualificada. Eles também receberam sanções administrativas e tributárias aplicadas pela Receita Estadual.
A operação busca combater uma cadeia criminosa que, segundo as autoridades, afeta diretamente serviços de energia elétrica, telecomunicações e iluminação pública, prejudicados pelo furto de fios e cabos.
As forças de segurança informaram que a atuação conjunta continuará em Ponta Grossa e outros municípios dos Campos Gerais.
A população pode denunciar de forma anônima situações suspeitas relacionadas à venda ilegal de cobre e movimentação de cabos furtados pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo 190.