Paraná

Paraná afirma que governo russo não deu sequência à parceria para produção da vacina

08 dez 2020 às 15:47

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) explicou, em um comunicado divulgado à imprensa, por que a parceria com o governo russo para a produção da vacina Sputnik V ainda não se concretizou.

Em agosto deste ano, o Paraná anunciou um acordo de transferência de tecnologia com a Rússia, para a produção da vacina pelo Tecpar. O governo estadual chegou a divulgar a previsão de que os estudos clínicos seriam protocolados junto à Anvisa em setembro, com início dos testes no Brasil até final de outubro.

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O Instituto afirmou ter iniciado a condução do trabalho para elaboração da documentação relativa à realização da fase 3. Mas, de acordo com o comunicado, o governo russo não definiu ações de cooperação com o governo paranaense, que aguarda definições sobre os próximos passos do acordo de cooperação.  

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O primeiro país a liberar uma vacina com eficácia comprovada foi o Reino Unido, que já começou a vacinar grupos prioritários. Sem resultados científicos completos, Rússia, China e Emirados Árabes já haviam iniciado a imunização em pequenos grupos populacionais. 

Leia a nota do Tecpar:

Após a assinatura do memorando de entendimentos para cooperação técnica entre o Governo do Paraná e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, em agosto, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou a condução do trabalho para elaboração da documentação relativa à realização da fase 3 dos estudos clínicos da vacina russa Sputnik V no Brasil.

À época, o Tecpar trabalhou com a perspectiva de submeter na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda em setembro, a documentação referente à fase 3 e tinha a expectativa de iniciar a fase de testagem no Brasil no mês de outubro.

Entretanto, diante de revisões no projeto pelo Fundo de Investimento Direto da Rússia ocorridas nos últimos meses no Brasil, o Tecpar aguarda a definição do parceiro russo sobre ações de cooperação do instituto paranaense no projeto.

Considerando ainda que informações técnicas fundamentais para a submissão da documentação relativa à fase 3 são de propriedade do detentor de tecnologia, a recomendação atual é que solicitações de informações sobre o andamento das ações do projeto no Brasil sejam encaminhados ao Fundo de Investimento Direto da Rússia.