A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informou que os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) caíram 15,5% na Semana Epidemiológica 29, encerrada em 27 de julho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, e reforçou que a vacinação contra Influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR) segue essencial para proteger principalmente crianças e idosos.
Queda nos casos e perfil das internações
O boletim epidemiológico da Sesa mostra que, em 2026, o Paraná registrou 15.999 hospitalizações por SRAG, ante 18.944 no mesmo período de 2025. A Regional de Cornélio Procópio, no Norte, teve a maior queda na Semana 29, de 54,4%; já a Regional de Toledo, no Oeste, apresentou redução de 1,5%.
No recorte das internações por Influenza, a faixa etária mais afetada foi a de crianças de até 6 anos, com 708 hospitalizações. A Sesa ressalta também o impacto entre idosos, sobretudo acima de 80 anos, faixa que concentra o maior número de óbitos pela doença. Na Semana 29, o total de internações por Influenza somou 2.564 casos em todas as idades.
Vacinação avança, mas meta não foi atingida
A vacinação contra Influenza está disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade, nas mais de 1.800 salas do Paraná. Até 27 de julho, foram aplicadas 2.955.450 doses, com destaque para idosos acima de 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 6 anos, considerados prioritários por terem maior risco de complicações por SRAG.
O vacinômetro indica que a cobertura entre os grupos prioritários chegou a 52,55%, acima da média nacional, de 44,72%. A meta é alcançar 90% até o fim do ano, o que representa 2.960.260 pessoas. As gestantes lideram a adesão, com 76,77% de cobertura, seguidas por idosos, com 52,83%, e crianças, com 48,73%.
Quem faz parte do grupo prioritário
Além de idosos, crianças e gestantes, a campanha abrange profissionais de saúde, puérperas, povos indígenas, pessoas em situação de rua, professores, forças de segurança e militares. Também integram o grupo prioritário pessoas com deficiência permanente ou doenças crônicas, caminhoneiros, portuários, trabalhadores do transporte, funcionários e população do sistema prisional e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas.
Medidas diárias de prevenção
A Secretaria reforça que, além da imunização, medidas simples ajudam a conter a circulação de vírus respiratórios. Entre elas estão a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, o uso de lenços descartáveis para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, manter os ambientes bem ventilados e garantir a hidratação do corpo com ingestão constante de líquidos.