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Paraná tem quase 2 mil casos de intoxicação infantil em 2026

16 out 2026 às 07:57

O Paraná registrou 1.951 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. O número representa uma redução de 10,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram notificadas 2.187 ocorrências.


No mês em que é celebrado o Dia das Crianças, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça o alerta para a prevenção de acidentes envolvendo medicamentos, produtos de limpeza, cosméticos, venenos e plantas tóxicas.


A maior parte das ocorrências está relacionada à ingestão acidental ou ao uso inadequado de medicamentos. Entre janeiro e setembro, foram registrados 880 casos em 2026, contra 999 no mesmo período do ano passado.


Os produtos de uso doméstico e de limpeza aparecem em seguida, com 394 notificações neste ano, ante 437 em 2025.


Maioria das intoxicações acontece em casa


A residência da própria família continua sendo o local com maior número de ocorrências. Em 2026, foram registrados 1.707 casos em ambientes domésticos, contra 1.950 no mesmo período do ano anterior.


As escolas e creches também aparecem nos registros, com 77 notificações neste ano, ante 72 em 2025.


Segundo a Secretaria da Saúde, a curiosidade natural das crianças aumenta o risco de acidentes. Medicamentos podem chamar a atenção pelo formato, pelas cores e pelas embalagens, sendo confundidos com doces ou balas.


Por isso, pais e responsáveis devem manter os produtos potencialmente tóxicos fora do alcance das crianças e supervisionar os pequenos, especialmente durante atividades em ambientes domésticos.


Quais são os sinais de intoxicação?


Os sintomas variam conforme a substância envolvida e podem demorar a aparecer. Entre os sinais de alerta estão:


  • Dor ou sensação de queimação na boca, garganta ou estômago;

  • Vômitos e diarreia;

  • Dificuldade para respirar;

  • Confusão mental;

  • Alterações na cor dos lábios;

  • Convulsões.


Encontrar embalagens abertas, frascos vazios fora do lugar ou sinais de que uma criança possa ter ingerido alguma substância exige atenção imediata, mesmo que ela ainda não apresente sintomas.


Como prevenir acidentes


A Sesa orienta que medicamentos, produtos de limpeza, inseticidas, raticidas e cosméticos sejam guardados em armários altos e trancados, fora do alcance das crianças.


Outras medidas importantes incluem manter os produtos químicos nas embalagens originais, separar alimentos de materiais de limpeza e inflamáveis e evitar comparações que associem remédios a doces ou balas.


Os medicamentos devem ser administrados conforme prescrição e orientação profissional, respeitando as doses e os horários recomendados.


Também é importante identificar plantas potencialmente tóxicas em casas, jardins e escolas e evitar que as crianças coloquem folhas ou flores na boca. Serviços de dedetização devem ser realizados por empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária.


O que fazer em caso de suspeita de intoxicação?


Em caso de suspeita de ingestão de medicamentos ou outras substâncias tóxicas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Sempre que possível, leve a embalagem, o rótulo, uma fotografia ou o nome do produto para ajudar na identificação.


Não provoque vômito nem ofereça receitas caseiras ou outras substâncias para tentar neutralizar o produto sem orientação profissional.


O Paraná conta com quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que oferecem orientação 24 horas por dia.


Confira os telefones:


  • CIATox Paraná (Curitiba): 0800 041 0148

  • CIATox Londrina: (43) 3371-2244

  • CIATox Maringá: (44) 3011-9127

  • CIATox Cascavel: (45) 3321-5261


Em situações de intoxicação infantil, a rapidez na busca por orientação especializada e atendimento médico pode fazer diferença na evolução do quadro.

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