Paraná

PCPR prende investigado por estupro de vulnerável e resgata adolescente em Imbituva

22 jan 2026 às 10:06

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Imbituva, cumpriu na noite de quarta-feira mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, no âmbito de uma investigação por estupro de vulnerável. Durante a ação, uma adolescente de 13 anos foi resgatada e encaminhada para atendimento especializado.


As investigações apontaram que um homem de 24 anos mantinha um relacionamento com a adolescente, mesmo ciente da ilegalidade da conduta. Segundo a PCPR, a vítima apresentava um histórico recorrente de vulnerabilidade, com registros de desaparecimentos desde julho de 2025, período em que deixava a residência da família para uso de drogas e encontros com o investigado.


No início de janeiro de 2026, a adolescente voltou a fugir de casa e passou a conviver com o homem em uma residência na Vila Zezo, em Imbituva, relatando a terceiros que vivia maritalmente com ele. A situação foi agravada pelo uso abusivo de entorpecentes, confirmado por um laudo toxicológico positivo para cocaína.


O caso vinha sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar, com apoio do CAPS e do CREAS, que realizaram diversas tentativas de afastar a adolescente do convívio com o investigado. Conforme a Polícia Civil, o homem já havia sido formalmente orientado em ocasiões anteriores sobre a proibição legal de manter qualquer tipo de relacionamento com a menor, mas persistiu na conduta.


A representante legal da adolescente, a avó, informou às autoridades que não conseguia conter a neta, que se recusava a retornar ao lar, aumentando a preocupação com a integridade física e emocional da jovem.


Diante da gravidade dos fatos e da reiteração da conduta criminosa, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi cumprida e mantém o homem à disposição da Justiça. Também foi determinado o resgate da adolescente, que foi encaminhada para internação e tratamento de reabilitação, com foco na recuperação do uso de drogas e na garantia de sua proteção integral, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


O caso segue sob acompanhamento da rede de proteção e das autoridades judiciais.