Paraná

Polícia Civil atua em combate a crimes relacionados à Covid-19

28 mar 2020 às 09:25

A Polícia Civil do Paraná já deflagrou diversas ações de prevenção ao  coronavírus e de combate a crimes relacionados com a pandemia, desde  que as medidas restritivas foram anunciadas no Estado, no dia 16 de  março. As atividades policiais evitaram eventos com aglomeração de  pessoas, resultaram em prisões e apreensões de produtos adulterados.

Na Capital, a Polícia Civil e a Guarda Municipal evitaram que um  evento público acontecesse no Largo da Ordem. Com o objetivo de  “propagar o vírus”, o evento estava sendo convocado pela internet por um  jovem de 24 anos. No dia 18 de março ele foi identificado e chamado  para prestar esclarecimento. Foi autuado por infringir a lei destinada a  impedir introdução ou propagação de doença contagiosa.

NO AR -  Desde o dia 19 de março, três helicópteros  da Polícia Civil estão disponibilizados para atuação em emergências  relacionadas ao novo coronavírus. As aeronaves continuam sendo  empregadas em operações de polícia judiciária, porém têm prestado  auxílio buscando material orgânico de pacientes com suspeita de covid-19  no Interior do Estado, trazendo para análise no Laboratório Central do  Paraná (Lacen).

TECNOLOGIA – Foi lançada uma página no portal com  informações acerca da atuação da corporação durante o período de  pandemia do novo coronavírus. A página pode ser acessada no endereço www.policiacivil.pr.gov.br/coronavirus. 

Nessa mesma página é possível acessar diretamente todos os serviços online, como o registro de boletins de ocorrências.

FISCALIZAÇÕES - O trabalho também engloba a  fiscalização de estabelecimentos comerciais para averiguar denúncias de  preços abusivos e adulteração de produtos na Capital e no Interior

Em Maringá, uma mulher foi presa por crimes contra a saúde pública,  contra a ordem econômica, tributária e relações de consumo.­ Ela foi  autuada por manipular álcool em gel e máscaras de forma irregular e  posteriormente revendê-los no varejo.

Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais,  77 frascos de álcool em gel  foram apreendidos em uma loja de shopping por estarem sendo  comercializados de forma irregular. A ação aconteceu no dia 19 de março.

De acordo com a investigação, o álcool em gel era retirado de galões  de cinco litros e fracionados nos recipientes menores, irregularmente. O  proprietário da loja foi autuado por crime contra o consumidor, com  agravante pelo cometimento do delito em período de calamidade pública, e  por crime contra saúde pública.

Em Curitiba e região metropolitana, no dia 24 de março, a Polícia  Civil prendeu quatro homens e uma mulher, suspeitos de fabricar e vender  irregularmente substância que diziam ser álcool em gel.

Embalagens contendo o produto traziam informações de terceiros -  empresa e responsável técnico - que denunciaram o caso. Cerca de 50  frascos do produto foram apreendidos na ação.

Em Almirante Tamandaré, também na RMC, policiais civis orientaram os  proprietários de farmácias e demais estabelecimentos sobre a  precificação e revenda de álcool em gel, luvas e máscaras. Os produtos  devem ser vendidos a preço justo para que toda população tenha acesso.

Uma mulher de 31 anos, suspeita de adulterar e vender álcool em gel  falsificado, foi presa em flagrante em Araucária, na RMC, no dia 24 de  março. Cerca de 80 galões da substância adulterada foram apreendidos na  ação.

A mulher não soube informar a procedência da mercadoria e, além  disso, confessou não ter autorização para manter a substância inflamável  em casa. Ela foi autuada por manter e armazenar substância inflamável  em casa sem autorização da Vigilância Sanitária, além de falsificar,  corromper, adulterar ou alterar produtos destinados a fins terapêuticos  ou medicinais.

PREVENÇÃO - Como força de prevenção, a Polícia Civil  também atua no alerta a golpes criminosos, que podem ocorrer tanto pela  internet quanto pessoalmente. Uma das formas de estelionato se dá  através de um aplicativo fraudulento de celular, que pode resultar em  cibercrimes. O nome do aplicativo é Covid-19 Tracker e promete  acompanhar a evolução do vírus. Entretanto, após a instalação ele  bloqueia o aparelho e exige um resgate de aproximadamente U$ 100 em  moeda Bitcoin.

Pessoalmente, os criminosos podem agir passando-se por funcionários  da área da saúde em visitas domiciliares. Em caso de perguntas sobre  idosos residentes na casa e o levantando dados como de registro geral  (RG) e cadastro de pessoa física (CPF), nada deve ser fornecido.

O “golpe do whats”, modalidade de estelionato em que o criminoso  obtém o código PIN de segurança da vítima para poder acessar o seu  Whatsapp, pode voltar a ocorrer com a pandemia. Como já vem ocorrendo na  internet, em que os golpistas se utilizam de marcas de varejo para  lançar “ofertas” de produtos e descontos, os criminosos podem telefonar e  pedir o código PIN para a vítima na tentativa de “transferir” a oferta  para ela. Após ter acesso à conta de whatsapp, geralmente os contatos  das vítimas passam a ser assediados para que transfiram dinheiro para a  conta do criminoso.

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