Os Portos do Paraná movimentam uma extensa cadeia de negócios e empregos. Do campo ao porto, são milhares de trabalhadores envolvidos. Desde os produtores rurais, passando pela indústria, o transporte e o embarque nos navios. A atividade portuária foi declarada imprescindível por decretos federal e estadual e, graças aos cuidados adotados, segue acontecendo normalmente no Estado.
Nos portos de Paranaguá e Antonina, enquanto alguns departamentos conseguem se adaptar em trabalho remoto, algumas equipes não podem deixar de estar presentes. “Empregados públicos, portuários avulsos ou funcionários das empresas terceirizadas, operadoras, prestadoras de serviços, caminhoneiros e outros parceiros atuam 24 horas por dia, sete dias por semana, divididos em escalas e turnos. É o esforço e o trabalho de cada um deles que fazem com que os portos não parem de abastecer o Brasil e o mundo”, destaca o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Segundo ele, em um momento crítico para a saúde pública é preciso redobrar os cuidados e a atenção para que essas funções sejam desempenhadas com total segurança. A empresa pública montou uma estrutura de saúde primária no cais e no Pátio de Triagem de Caminhões. Em 30 dias de atividade, mais de 155 mil pessoas passaram pela aferição de temperatura, que é seguida por atendimento médico e encaminhamento, nos casos necessários.
“O que temos de mais essencial é a vida do trabalhador. Disponibilizamos equipes médicas e de enfermagem, além de fornecer equipamentos de higiene e reforçar a higienização e desinfecção dos acessos. Seguiremos fazendo o possível para garantir proteção aos que não podem parar”, acrescenta Garcia.
ESSENCIAIS – No Pátio de Triagem de Caminhões, o ritmo é intenso e o movimento da chegada dos granéis sólidos de exportação é coordenado pela equipe operacional. “Recebemos quase dois mil caminhões diariamente. No mês passado, por exemplo, foram mais de 55 mil veículos. Por isso, não podemos parar”, afirma Alessandro Conforto, representante do setor, funcionário da Portos do Paraná.
A equipe supervisiona ainda a operação montada para atender os caminhoneiros com aferição de temperatura, encaminhamento médico e fornecimento dos 55 mil kits de alimentação que a empresa pública distribui aos motoristas, que enfrentam dificuldades em encontrar restaurantes abertos nas estradas.
“Estamos no ramo há dez anos. Temos orgulho de estar trabalhando, mesmo com essa pandemia, para não deixar o Brasil parar. É um trabalho essencial, não apenas neste momento; sempre foi”, diz o caminhoneiro Márcio Diogo de Deus.
OPERAÇÃO – No cais, as equipes da Diretoria de Operações também continuam com o trabalho presencial. De ponta a ponta, são os funcionários da diretoria que coordenam desde a chegada dos caminhões no pátio até a partida dos navios.
“Nossa função é muito importante porque fazemos com que toda essa corrente de trabalho portuário, de toda a comunidade portuária, aconteça. O nosso trabalho se faz necessário para que as operações se realizem de forma rápida e eficiente”, diz Maurício Roberto, portuário há dez anos, responsável pela programação dos navios, na Portos do Paraná.
AEN