Paraná

PR, SC e RS anunciam compartilhamento de leitos e consórcio para compra de vacinas

17 mar 2021 às 18:05

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se uniram em busca de saídas conjuntas para conter a expansão da crise da pandemia da Covid-19. A formalização do consórcio de saúde envolvendo os três estados da Região Sul foi sacramentada nesta quarta-feira (17) em reunião na Casa D'Agronômica, uma das sedes do governo catarinense, em Florianópolis. Participaram do encontro os governadores Ratinho Junior (Paraná), Carlos Moisés (Santa Catarina) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o antigo, Eduardo Pazuello, em processo de transição no comando da pasta.

A primeira medida tomada pelo grupo foi a criação de um mecanismo de solidariedade entre os estados, que segundo os governadores, envolve união de forças para a compra de equipamentos, medicamentos e insumos, facilitando as negociações. Também há possibilidade de compartilhamento desses mesmos materiais conforme a necessidade e a urgência de cada estado.

Ainda terá a criação de uma central única de leitos, tanto de Unidades de Terapia Intensiva quanto clínicos, como forma de facilitar a internação dos contaminados. Outro ponto discutido foi a união de esforços por meio da criação de um fundo único para prospecção e possível compra de vacinas de diferentes laboratórios do mundo. 

Todos os imunizantes adquiridos pelo consórcio do Sul serão encaminhados para o Ministério da Saúde como forma de encorpar e dar mais agilidade ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ou seja, serão usadas na proteção de todo o País, e não apenas na população dos três estados.

“Vamos programar uma reunião dos três governadores com os presidentes de diferentes farmacêuticas em uma tentativa de aquisição de vacinas”, disse o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). “É uma união pela saúde da Região Sul e do Brasil. Para que aquele Estado que conseguir sair antes da crise, que se encontrar em uma situação melhor, posso ajudar os outros. É uma forma de amenizar o sofrimento da população neste grave momento da pandemia no País”, concluiu. 

Retinho ainda garantiu que entrou em contato nesta quarta com o governador do Amazonas, Wilson Lima, que teria prometido enviar cilindros para armazenamento de oxigênio. 

Com AEN