Paraná

Prefeitura promete iniciar reparo de estradas rurais na próxima semana

10 ago 2018 às 10:56

Por causa do clima chuvoso dos últimos dias a situação nas estradas rurais de Londrina é crítica. Quem passa por esses locais depende da boa vontade de moradores para guinchar os veículos atolados, já que a secretaria municipal de agricultura deve tomar alguma providência na semana que vem. E enquanto isso, máquinas compradas pelo governo do estado estão paradas.

Acredite, por essa estrada passa, em caminhões, parte da safra de milho e soja de Londrina. Mas quando está molhada, nem motorista de carro pequeno tem tranquilidade de transitar. As imagens foram feitas nessa quarta-feira (8) na estrada da Usina Apucaraninha. Um trator puxa um ônibus que atolou. Os alunos que vinham do assentamento Eli Vive não conseguiram chegar à escola. No mesmo percurso, um carro até tentou passar pelo que virou um atoleiro. Consegue fazer parte do trajeto, mas também fica pelo caminho.

Quem percorre a estrada Pari Paró, na região de Lerroville, enfrenta uma situação muito parecida. O ônibus com alunos que precisam estudar na cidade só consegue seguir viagem com a ajuda do trator de um morador da região.

São justamente essas estradas rurais por onde passam estudantes que estão nas piores condições. E quando a secretaria de agricultura recebe um chamado de ajuda não chega a tempo. Os próprios moradores é que tem feito o trabalho de guincho. Segundo o secretário de obras, Alexandre Fujita, a equipe ainda avalia o tamanho do impacto causado pela chuva nesses últimos dias, já que caiu três vezes mais água do que o esperado pro mês. A expectativa é começar a recuperar as estradas de forma emergencial na próxima semana.

Enquanto isso, máquinas e caminhões comprados para tentar solucionar esses problemas estão parados há mais de 4 meses. Custam quase R$ 3 mi e foram adquiridos pelo governo do estado, mas falta contratar seguro e equipe para operar os veículos, que só devem chegar às estradas rurais em setembro.

Ao todo essa patrulha tem oito veículos, e um deles ainda não chegou. O uso será dividido entre Londrina, Cambé, Rolândia e Arapongas. Cidades que compõem um consórcio de recuperação e adequação das estradas rurais. Cada um terá direito a 20 dias de trabalho. Londrina terá o dobro, já que a prefeitura de Arapongas abriu mão desse tempo. Uma equipe do próprio município deve começar a operar os veículos nos primeiros dias. Justamente a única que a secretaria de agricultura tem a disposição para trabalhar nas estradas de Londrina, que tem hoje 90% do território rural.

(Reportagem: Kathulin Tanan/ Andelson Moro)

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