Paraná

Presidente do Morgenau planejou matar Ana Paula Campestrini por meses, diz polícia

06 jul 2021 às 08:16

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu hoje (5) o inquérito sobre a morte de Ana Paula Campestrini, mulher de 39 anos assassinada com 14 tiros em frente à própria casa, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, no dia 22 de junho. Segundo o relatório da delegada Tathiana Guzella, o advogado Wagner Oganauskas, presidente da Sociedade Morgenau, foi o mandante do crime e pagou R$ 38 mil para Marcos Antônio Ramon, diretor do clube, ser o executor da ex-mulher.

Após ouvir cerca de 40 pessoas, a polícia diz que o único problema de relação de Ana Paula era com o ex-marido. O casal, que teve três filhos de 9, 11 e 17 anos, passou por um divórcio complicado já que Wagner não aceitou a relação homossexual de Ana. Além da disputa de guarda das crianças, também houve questões da pensão alimentícia e partilha do patrimônio do casal.

A investigação aponta que a morte de Ana Paula Campestrini foi planejada. O executor do crime, Marcos, desligou as câmeras do Morgenau no dia do assassinato e chegou a obter a motocicleta vermelha, que havia deixado em um espeço do clube e usou para perseguir a mulher desde a saída dela do Morgenau. Inclusive, o diretor foi quem determinou o horário para que ela fizesse a carteirinha que dá acesso ao clube. O objetivo de Ana Paula era ver os filhos durante as atividades esportivas.

A polícia também conseguiu identificar um pagamento de R$ 38 mil feito por Wagner a Marcos por meio do Morgenau. Uma das testemunhas do caso confirmou a transação e que estranhou a transferência não somente pelo valor, mas também por não ter existido razão deste pagamento.

O inquérito ainda aponta que uma outra testemunha identifica Marcos como sendo o homem que efetuou os disparos contra Ana Paula Campestrini nos vídeos do crime, confirmado que o diretor do Morgenau é canhoto.

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