O estado do Paraná alcançou a marca de 13 tornados confirmados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) ao longo de 2026, após a ratificação de que a cidade de Maringá foi atingida por um fenômeno de categoria F2 na última segunda-feira.
A classificação preliminar divulgada pelos meteorologistas aponta que as rajadas de vento no município oscilaram entre 180 km/h e 250 km/h, provocando estragos expressivos em aproximadamente 40% da área urbana. O diagnóstico foi estabelecido a partir de vistorias técnicas presenciais, mapeamentos aéreos por helicóptero e drone, além da análise do padrão de danos em construções e vegetação.
O levantamento estatístico contabiliza cada fenômeno de maneira individual desde o início do ano, registrando ocorrências nos municípios de Mercedes e São José dos Pinhais em janeiro, Foz do Iguaçu em fevereiro, além de uma sequência de seis episódios em junho que afetou cidades como Reserva, Nova Cantu, Laranjeiras do Sul, Turvo, Inácio Martins e Cruz Machado.
A lista inclui ainda eventos registrados em Piraí do Sul em agosto, Francisco Alves e Goioerê em setembro, culminando com o caso recente no Norte do estado. Outros dois episódios de menor escala, identificados como landspouts na região de Ivaiporã e Ponta Grossa em outubro, são acompanhados à parte por apresentarem dinâmica diversa de formação.
A confirmação e a categorização pela Escala Fujita dependem do cruzamento de dados de radares meteorológicos, imagens de satélite, relatos da Defesa Civil e laudos de campo sobre a resistência de estruturas afetadas.
O volume de eventos severos no território paranaense reforça o alerta para a influência de supercélulas e instabilidades extremas na região Sul. Para prevenir acidentes e mitigar danos, o Simepar e a Defesa Civil mantêm monitoramento contínuo com envio de alertas via SMS pelo número 40199 e notificações emergenciais em celulares localizados nas áreas sob risco iminente de temporais.