Paraná

Saúde reforça alerta para a prevenção de intoxicações infantis

15 out 2026 às 16:31

No mês em que se celebra o Dia das Crianças, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI), reforça as ações de conscientização sobre a prevenção de intoxicações infantis. A iniciativa busca alertar pais, familiares e cuidadores sobre a importância de adotar medidas simples de segurança dentro e fora de casa para proteger os pequenos.


Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, apontam que, de janeiro a setembro de 2026, o Estado notificou 1.951 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos. No mesmo período de 2025, foram registradas 2.187 ocorrências, o que aponta uma redução de 10,7%.


A maior parte dos casos notificados tem relação com o uso indevido ou ingestão acidental de medicamentos: foram 999 registros em 2025 e 880 neste ano no período analisado. Em seguida, aparecem os produtos de uso domiciliar e limpeza, com 437 casos em 2025 e 394 em 2026. A residência da própria família permanece sendo o local de maior incidência dessas ocorrências, somando 1.707 registros em 2026 e 1.950 em 2025, seguidos pelas escolas ou creches, com 77 notificações neste ano e 72 no anterior.


O secretário estadual da Saúde, César Neves, destaca as medidas preventivas de armazenamento e que agir rapidamente em momentos de suspeita faz toda a diferença no atendimento. "Além do cuidado preventivo em guardar produtos perigosos em locais trancados, a população precisa saber como agir em momentos de emergência. Diante de qualquer suspeita de ingestão inadequada, a orientação é buscar socorro médico imediato, levar a embalagem do produto e acionar os canais de atendimento dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica no Paraná. O diagnóstico ágil faz toda a diferença".


SINAIS DE ALERTA - A curiosidade natural da infância é um dos maiores fatores de risco para acidentes com venenos e remédios. Por terem o corpo em desenvolvimento, as crianças sentem o impacto da intoxicação de forma muito mais rápida e grave. Além disso, o formato, as cores e a embalagem dos remédios atraem a atenção dos pequenos, que facilmente os confundem com doces ou balas.


O cuidado deve se estender também aos produtos de limpeza, cosméticos, venenos para pragas e plantas da casa. Se esses itens não forem guardados trancados ou se as crianças ficarem sem a vigilância constante de um adulto, o risco de acidente é alto.


Os sintomas variam de acordo com o agente causador e nem sempre ocorrem de forma imediata. Como as crianças pequenas não sabem relatar sintomas específicos, pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais de alerta gerais como:


- Dor e sensação de queimação na boca, garganta ou estômago

- Vômito e diarreia

- Respiração difícil e confusão mental

- Mudança na cor dos lábios

- Paralisia e convulsão


Ao encontrar embalagens abertas, fora do lugar, vazias, partes de plantas ou qualquer sinal de que possa ter ocorrido a ingestão de alguma substância, observe atentamente a criança, pois os efeitos do envenenamento podem demorar a aparecer.


PREVENÇÃO - A Sesa orienta a população a adotar uma rotina de checagem dos ambientes domésticos e escolares. Confira as principais recomendações:


- Armazenamento seguro: guarde medicamentos, produtos de limpeza, inseticidas, raticidas e cosméticos em armários altos e devidamente trancados com chave.

- Sem comparações enganosas: nunca diga às crianças que remédios são "doces", "balas" ou que servem para "ficar forte".

- Uso consciente: ministre medicamentos apenas sob prescrição médica e siga rigorosamente as dosagens e horários recomendados.

- Embalagens originais: nunca reaproveite embalagens de bebidas (como garrafas PET) ou potes de alimentos para guardar produtos químicos ou de limpeza. Mantê-los nas embalagens originais evita confusões.

- Alimentos separados: guarde mantimentos alimentícios sempre distantes de materiais saneantes e inflamáveis.

- Plantas tóxicas: identifique as plantas existentes na residência, em jardins ou escolas e mantenha as espécies tóxicas fora do alcance infantil, orientando as crianças a não colocarem folhas ou flores na boca.

- Contratação de serviços: a aplicação de inseticidas e raticidas (dedetização) deve ser realizada exclusivamente por empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária.


O QUE FAZER EM CASO DE EMERGÊNCIA - Em situações de suspeita ou confirmação de intoxicação por qualquer agente químico, a orientação principal é buscar atendimento médico imediato na Unidade Básica de Saúde ou Pronto Atendimento mais próximo.


Sempre que possível, leve junto a embalagem, o rótulo, a foto ou o nome do produto/agente causador do acidente para facilitar a identificação rápida pelo profissional de saúde.


O Paraná conta com quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de referência, preparados para prestar orientação qualificada a profissionais de saúde e à população 24 horas por dia. Mantenha os números de emergência do CIATox da sua região salvos no celular ou em local visível na residência.


CIATOX Paraná – 0800 0410 148

CIATOX Londrina – (43) 3371-2244

CIATOX Maringá – (44) 3011-9127

CIATOX Cascavel – (45) 3321-5261

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