Dezenas de servidores públicos ligados à Educação ocuparam, nesta quarta-feira (18), o prédio administrativo da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Os manifestantes pedem a revogação do edital de contratação PSS (Processo de Seleção Simplificada), que prevê a aplicação de prova presencial em meio à pandemia do coronavírus.
Diante da ocupação, o Governo do Paraná informou nesta tarde, em nota, que “após a invasão da APP-Sindicato à Assembleia Legislativa as negociações com a categoria estão encerradas”.
Além do risco sanitário, os servidores afirmam que o PSS pode custar até R$ 4 milhões aos cofres do Estado. A prova está prevista para o dia 13 de dezembro e estima-se que o PSS pode movimentar um total de 100 mil pessoas.
Desde o início do mês a categoria realiza protestos contra o edital de contratação PSS anunciado pela Seed (Secretaria de Estado da Educação). A pasta informou que o prazo de inscrições termina na próxima segunda-feira (23), e que até agora foram registradas 12 mil inscrições. O processo prevê a contratação de 4 mil profissionais.
A APP-Sindicato, que representa professores e servidores da educação, diz que tenta, sem sucesso, negociar com o governo do Estado. O grupo recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelo cancelamento do edital. O grupo também pede a demissão do secretário da Educação.
Com a Alep ocupada, deputados da base governista fizeram críticas ao movimento. Líder do Governo na Assembleia, o deputado Hussein Barkri (PSD) disse que estava em negociação com a Casa Civil e a Secretaria da Educação para construir uma solução para a contratação dos 4 mil professores PSS.
A APP-Sindicato alega que os deputados Luiz Claudio Romanelli (PSB) e Professor Lemos (PT) devem formar uma comissão para debater o tema e levar as reivindicações dos servidores ao governo do Estado.
A Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) lamentou, em nota, a “ocupação de parte de suas instalações, ocorrida na tarde desta quarta-feira (18), por aproximadamente 50 pessoas”. O Legislativo informou que o tema não depende de manifestação do plenário da Assembleia Legislativa, sendo prerrogativa exclusiva do Executivo.
O governo do Estado, também por meio de nota, disse que “não negocia com sindicato que não respeita as instituições democráticas”.
Com informações: Paraná Portal