Professores e servidores técnicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram em assembleia, parar as atividades nesta segunda-feira (29). O principal pedido é o pagamento da data base e a reposição das perdas da inflação desde janeiro de 2017. Além disso, eles também relembram o massacre de 29 de abril de 2015, quando mais de 200 pessoas ficaram feridas durante um protesto contra mudanças no regime previdenciário de professores e funcionários de escolas.
O governo tem até o dia 30 de maio para pagar a data base, mas já adiantou que provavelmente não fará isso. "Nossa intenção é que todos os setores da UEL fechem suas portas no dia 29. Temos de nos unir para pressionar o governo e garantir a nossa data-base", declarou o presidente da Assuel, Arnaldo Mello. Na UEL, algumas repartições como clínica odontológica, urgência e emergência do Hospital de Clínicas, Hospital Veterinário e Hospital Universitário vão funcionar parcialmente.
Professores estaduais também decidiram aderir à paralisação de um dia. Com outras categorias, eles vão à Curitiba para o ato em Defesa da data-base. Agentes penitenciários e Policiais Civis também integram a lista de categorias que vão participar da mobilização. Apenas atendimentos de urgência e casos graves serão atendidos, demais serviços policiais estarão paralisados.
Outros pedidos encaminhados pelo funcionalismo ao governo são ampliação de vagas para agentes penitenciários, pagamento de promoções e progressões, atenção à saúde do trabalhador e concurso público para todas as áreas do estado.