Diversas categorias de servidores estaduais paralisam atividades nesta segunda-feira (29). Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), servidores técnicos e professores fizeram a distribuição de panfletos no início da manhã sobre as razões do movimento. Por lá, algumas aulas foram suspensas e apenas repartições como clínica odontológica, urgência e emergência do Hospital de Clínicas, Hospital Veterinário e Hospital Universitário vão funcionar parcialmente.
A mobilização é estadual e promovida pelo é do Fórum de Entidades Sindicais do Paraná que reivindica, principalmente, o pagamento da data base em maio, em torno de 4,5%. Professores estaduais pararam de forma parcial. Segundo o Núcleo Regional de Educação, não houve escola fechada. Mas o levantamento parcial, realizado em 90% das 127 escolas, apontou que o atendimento foi parcial, com a falta de professores e alunos.
Também aderiram ao movimento os servidores do Instituto de Identificação. Na rua Guaporé, onde também funciona do Detran, os manifestantes colocaram faixas em muitas delas com recados ao governador Ratinho Júnior, cobrando reajuste salarial. Na 10ª Subdivisão Policial, a concentração de policiais civis e sindicalistas foi do lado de fora. Também, havia cartazes cobrando a data-base da categoria. Segundo o sindicato da categoria, apenas atendimentos de urgência e casos graves estão sendo atendidos.
As categorias participam também de uma paralisação estadual dos servidores em Curitiba.
O que os servidores reivindicam?
- eles apontam que o governador tem se negado não apenas a abrir uma mesa de negociação ou sinalizar algum reajuste aos servidores, mas até mesmo a receber os dirigentes sindicais para tratar do assunto.
- defasagem salarial acumulada (cerca de 17% em três anos e meio; ou seja, o equivalente a dois salários por ano).
Outros pedidos encaminhados pelo funcionalismo ao governo são ampliação de vagas para agentes penitenciários, pagamento de promoções e progressões, atenção à saúde do trabalhador e concurso público para todas as áreas do estado.
Além disso, os servidores também relembram o chamado massacre de 29 de abril, que completa hoje quatro anos. Na data, mais de 200 pessoas ficaram feridas durante um protesto contra mudanças no regime previdenciário de professores e funcionários de escolas.