Paraná

Suspeita de bomba esvazia colégio em Ponta Grossa; PM isola o local

29 abr 2026 às 14:14

A Polícia Militar isolou a área do Colégio Santo Ângelo, na região central de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, após funcionários encontrarem um objeto suspeito com um bilhete dentro da unidade de ensino.


Área isolada e chegada do esquadrão antibombas

Assim que recebeu o chamado, a corporação retirou alunos e funcionários de áreas próximas e bloqueou o acesso ao entorno da escola. O esquadrão antibombas de Curitiba, ligado ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), foi acionado e se deslocou até o local.


Os policiais trataram o material como um potencial artefato explosivo e aplicaram os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência. O dispositivo passou por análise técnica no próprio colégio.


Em seguida, as equipes realizaram uma detonação controlada para neutralizar qualquer risco, conforme o procedimento padrão em situações de suspeita de bomba.


Simulacro tinha celular, bateria e pregos

De acordo com a Polícia Militar, o objeto era formado por um conjunto de itens que incluíam um celular, bateria e pregos. A montagem chamou a atenção dos agentes por reproduzir características de um artefato explosivo improvisado.


"A perícia verificou que se tratava de areia. Então, era um simulacro muito bem feito, com celular, fios e bateria, porém sem carga explosiva", informou a corporação.


Após a análise, os técnicos confirmaram que o dispositivo não tinha carga explosiva real. Com a confirmação de que o material não oferecia perigo, a ocorrência foi encerrada no colégio e o trânsito na região começou a ser normalizado.


Investigação busca autor e motivação

Mesmo se tratando de um simulacro, a Polícia Militar abriu investigação para identificar quem deixou o artefato na escola e qual teria sido a motivação. A análise pericial continua com o apoio de outros órgãos de segurança.


Os responsáveis pela apuração devem utilizar imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para tentar chegar ao autor. A corporação ressalta que ameaças desse tipo mobilizam grande aparato público e podem resultar em responsabilização criminal.

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