A Universidade Estadual de Londrina (UEL) emitiu uma portaria emergencial para evitar a suspensão de serviços em diversas áreas, como saúde e educação. A medida é uma resposta ao veto da governadora Cida Borghetti ao projeto de lei da Assembleia Legislativa que prorrogava a validade de vários cargos.
Caso o veto seja aprovado, a UEL perderia 81 servidores. A creche ficaria sem 12 funcionários e, provavelmente, algumas turmas seriam extintas. A Rádio UEL pararia e a procuradoria jurídica, por exemplo, que hoje já funciona no limite com 7 advogados, só teria 2. Com uma situação ainda pior, o Hospital Universitário (HU) a perderia 139 servidores. Todas as unidades assistenciais como o Hemocentro, os centros cirúrgico e de tratamento de queimados ficariam com o atendimento comprometido e reduzido.
O problema se arrasta desde 2009 quando a Assembleia Legislativa aprovou uma lei que padronizava os salários das funções gratificadas, que em sua maioria são cargos técnicos e de chefia. Mas a lei não chegou a ser colocada em prática, pois o próprio legislativo reconheceu que o texto tinha falhas.
A lei não contemplava, por exemplo, os hospitais Universitário e Veterinário, nem o Centro Odontológico. Desde então todos os anos é feito um pedido de prorrogação da manutenção desses cargos. Agora em 2018 a assembleia fez uma nova solicitação, mas a governadora vetou o pedido.
Até o dia 21 de janeiro os cargos estão mantidos e o atendimento no HU também. A partir daí as 7 universidades que enfrentam o mesmo problema no estado esperam se reunir com o governador eleito Ratinho Junior para solucionar de vez o problema.
(imagens Fábio Lainetti / reportagem Larissa Trevisan)