Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política

Bolsonaro desafia Moraes e fala em 'crise institucional'

01 mai 2020 às 12:10
Por: Estadão Conteúdo

Sob cerco político e após acumular seguidas derrotas, principalmente no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro desafiou nesta quinta-feira, 30, o ministro da Corte Alexandre de Moraes e disse ver brechas para o descumprimento da decisão que barrou a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal. Na ofensiva, Bolsonaro afirmou que Moraes quase provocou uma "crise institucional". Apesar da subida de tom, porém, o governo está acuado.

O despacho de Moraes que suspendeu a ida de um amigo do presidente para o comando da Polícia Federal representa mais um revés sofrido pelo governo em abril. Na prática, o Supremo tem derrubado uma série de atos de Bolsonaro, abrindo investigações contra ele e aliados. Além disso, condutas de ministros, como a de Abraham Weintraub (Educação), que passou a ser investigado por racismo contra chineses, também vêm sendo contestadas.

Na tentativa de impedir que um eventual pedido de impeachment prospere, Bolsonaro passou a distribuir cargos para partidos do Centrão em troca de apoio no Congresso. Na mais recente derrota, o Supremo derrubou a validade da Medida Provisória editada pelo governo que restringia a Lei de Acesso à Informação durante a pandemia do novo coronavírus.

As decisões negativas para o Palácio do Planalto não partem de um único integrante do STF. O ministro Luís Roberto Barroso, por exemplo, proibiu o governo de veicular campanhas contra isolamento social; Celso de Mello abriu inquéritos contra Bolsonaro e contra Weintraub e Gilmar Mendes negou pedido do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, para impedir a prorrogação da CPI das Fake News. Não é só: a Corte contrariou Bolsonaro ao decidir que governadores e prefeitos têm autonomia para decretar quarentena.

O auge dos conflitos ocorreu na quarta-feira, 29, quando Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Ramagem, sob o argumento de que contrariava princípios constitucionais de "impessoalidade, moralidade e interesse público". Após o despacho do magistrado, Bolsonaro cancelou a posse do delegado.

Outras notícias

Brasil e Espanha assinam acordos sobre big techs e tecnologia digital

Governo federal anuncia R$ 120 milhões para pesquisa clínica

Lula condena bloqueios a Cuba e diz que Trump não é "dono do mundo"

'Não engoli'

O novo advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Junior, chegou a anunciar que não recorreria da decisão, mas Bolsonaro cobrou a apresentação de um recurso.

"Desautorizar o presidente da República com uma canetada dizendo 'impessoalidade'? Ontem quase tivemos uma crise institucional, quase, faltou pouco. Eu apelo a todos que respeitem a Constituição", afirmou Bolsonaro. "Eu não engoli ainda essa decisão do senhor Alexandre de Moraes. Não engoli. Não é essa a forma de tratar um chefe do Executivo, que não tem uma acusação de corrupção e faz tudo o que é possível pelo seu País".

Para Bolsonaro, a decisão de Moraes nada tem de jurídica. "No meu entender é uma decisão política. Política", repetiu. "Como o senhor Alexandre de Moraes foi parar no Supremo? Amizade com o senhor Michel Temer. Ou não foi?", perguntou ele, em alusão ao fato de Moraes ter sido ministro da Justiça no governo Temer. À noite, em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o presidente disse que havia feito apenas um "desabafo".

Reação

Ministros do Supremo criticaram os ataques de Bolsonaro a Moraes. "No Supremo, sua atuação tem se marcado pelo conhecimento técnico e pela independência. Sentimo-nos honrados em tê-lo aqui", afirmou Barroso, em nota, numa referência ao colega.

Em sua conta pessoal no Twitter, Gilmar Mendes disse que as decisões judiciais podem ser criticadas e são suscetíveis de recurso. "O que não se aceita - e se revela ilegítima - é a censura personalista aos membros do Judiciário. Ao lado da independência, a Constituição consagra a harmonia entre Poderes", escreveu. Para Marco Aurélio Mello, a crise é preocupante. "Tempos estranhos! Aonde vamos parar? Que fumem 'o cachimbo da paz', para o bem do Brasil."

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

José Guimarães diz ser contra socorro do governo federal ao BRB

Política
Imagem de destaque

Governo rejeita desoneração para compensar redução de jornada

Política

Justiça nega liminar para suspender eleição para presidência da Alerj

Política

Moraes abre ação contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia a Lula

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Motorista do Samu reconhece corpo do filho ao atender acidente com 5 vítimas na BR-376

Cidade
Londrina e região

Possível explosão destrói apartamento e deixa três feridos na zona norte; veja os vídeos

Cidade
Londrina e região

Fim de linha: Viação Garcia anuncia suspensão da rota Londrina x Bela Vista do Paraíso

Brasil e mundo
Brasil

Velório de Alice Ribeiro será neste sábado com cerimônia restrita à família

Cidade
Londrina e região

Londrina retoma protagonismo aéreo com passagens até 600% mais baratas que Maringá

Podcasts

Imagem de destaque

Fundada em Londrina, BRID Soluções leva inteligência de mercado para o agro nacional

Imagem de destaque

Rafael Folmann e Grupo Tarobá celebram parceria e setor produtivo na ExpoLondrina

Governador do Paraná visita estande da Tarobá na ExpoLondrina
Imagem de destaque

Tá no Pod: Governador do Paraná visita estande da Tarobá na ExpoLondrina

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.