A Polícia Federal espera que, a partir da delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aconteça o que os investigadores definem como “bola de neve”: pessoas próximas do esquema também “corram” para fechar acordos.
Na avaliação dos delegados, Daniel Vorcaro não era o responsável pelo dia a dia e operacionalização do esquema, ele dava as ordens e os outros executavam.
A reportagem apurou que na mira da Polícia Federal estão:
- Fabiano Zettel, conhado e braço direito de Daniel Vorcaro;
- João Carlos Mansur, da Reag Investimentos;
- Ana Cláudia de Paiva, que operacionalizava a Superempreendimentos, fundo criado para pagamentos fora do caixa;
- Marilson da Silva, policial federal aposentado, que fazia serviços de levantamento e vigilância de desafetos;
- Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, diretores do Banco Central consultores informais do banqueiro.
Regras da delação e novos alvos
Para obter benefícios como a redução de pena, Vorcaro precisará apresentar provas robustas, datas e detalhar os personagens envolvidos nos crimes investigados. Todo o conteúdo do acordo ainda dependerá de homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A negociação abriu caminho para que outros investigados também considerem a colaboração. Fabiano Zettel, cunhado e braço-direito do banqueiro, já avalia a possibilidade de assinar um acordo próprio. Apontado pela PF como o operador financeiro do esquema, Zettel é suspeito de gerenciar pagamentos a uma milícia privada criada por Vorcaro para intimidar desafetos.
