Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política

Comunicação do governo monta ação anticríticas nas redes

23 ago 2019 às 14:46
Por: Estadão Conteúdo

Auxiliares palacianos de Jair Bolsonaro tentam reagir à pressão da militância bolsonarista nas redes sociais, que cobra uma defesa mais enfática do presidente. Para conter críticas, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) passou a atuar em duas frentes. De um lado, o secretário Fábio Wajngarten estabeleceu uma ponte com o escritor Olavo de Carvalho, que tem influência sobre os ânimos da tropa nas redes e os principais expoentes da chamada ala ideológica do governo. Em outra frente, prevê uma ofensiva para divulgar "boas notícias".

A aproximação com Olavo partiu do secretário, após ver um comentário positivo do escritor sobre sua indicação ao governo. Os dois passaram a se falar, segundo pessoas próximas. Como consequência dessa aproximação, Olavo o elogiou recentemente para seus seguidores. "Muitos não o percebem à primeira vista, mas o Fábio Wajngarten está fazendo um trabalho notável na Secom", publicou Olavo em seu Twitter no domingo passado.

Wajngarten tem sofrido ataques nas redes da ala mais extremada do bolsonarismo e se tornou alvo de "memes". Nas mensagens, ele é cobrado por supostamente deixar o presidente desprotegido de críticas por parte da imprensa e do que seus apoiadores chamam de "guerra ideológica" em temas como a questão ambiental e mudanças promovidas por Bolsonaro no antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo interlocutores, o secretário chegou a receber ameaças.

Na semana passada, a demissão do jornalista Paulo Fona da Secretaria de Imprensa da Presidência respingou em Wajngarten, responsável pela indicação. Antes de assumir brevemente o cargo no Planalto, Fona atuou em governos estaduais comandados por PSB e PSDB. A ligação com os partidos desagradou a militantes bolsonaristas e as críticas chegaram a Bolsonaro por WhatsApp, o que determinou a exoneração.

Reação

A outra frente na estratégia para melhorar a comunicação do governo é a criação do canal "SecomVc". A iniciativa, que foi lançada ontem, tem como objetivo criar um meio de distribuição de notícias consideradas positivas pelo governo no Twitter, Facebook e YouTube e tentar, assim, influenciar a narrativa.

Outras notícias

Governo lança programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

Nunes Marques toma posse na presidência do TSE e vai comandar eleições

"O governo está em ritmo acelerado para mudar o Brasil. O problema é que muita notícia boa não chega para quem realmente importa: você", dizia o primeiro post da conta no Twitter. "Será o canal para quem torce pelo País." Além disso, o objetivo é combater o que, na visão do governo, seriam informações falsas que circulam na rede.

A equipe de comunicação utilizou ontem as contas da "SecomVc" para afirmar que a floresta amazônica está sob "ataque de fake news". As peças foram divulgadas em português e, em alguns casos, em inglês com a hashtag #AmazôniaSemFake.

A conta reproduziu, por exemplo, uma publicação feita pelo jogador de futebol português Cristiano Ronaldo para dizer que a foto utilizada por ele é de março de 2013. "Que bola fora, hein, Cristiano", diz o texto.

O canal compartilhou também a reação de Bolsonaro ao presidente francês Emmanuel Macron, que classificou as queimadas na Amazônia como uma "crise internacional". O próprio Wajngarten utilizou o Twitter para engrossar o coro contra o francês. "Ou o presidente da França está agindo de má fé ou é um completo irresponsável!", publicou, argumentando que a foto usada por Macron era antiga.

Integração

Há também a intenção de mostrar que a comunicação do governo está mais integrada. Após assumir o cargo, em julho, o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) contribuiu para distensionar a relação entre Wajngarten e o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, segundo relato de auxiliares de Bolsonaro. Uma das soluções foi tirar formalmente o porta-voz da Secom.

O texto de lançamento do "SecomVc" trouxe manifestações de Wajngarten e Rêgo Barros, numa indicação que o projeto tem apoio dos dois.

Rêgo Barros viu seu espaço esvaziado nas últimas semanas com o aumento das declarações do presidente, que passou a falar quase diariamente com jornalistas ao sair do Palácio da Alvorada. Auxiliares de Bolsonaro creditam muitos dos posicionamentos mais polêmicos à influência de assessores ligados ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, responsável pela comunicação da campanha do ano passado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

Política
Imagem de destaque

Governo de SP aplica multa recorde de R$ 1 bilhão contra Fast Shop

Política

Lula veta lei que reconhece estágio como experiência profissional

Política

Teerã envia resposta aos EUA sobre plano para encerrar guerra, diz agência

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

“Eu matei?”; suspeita de matar homem com facada entra em desespero no depoimento

Cidade
Londrina e região

Justiça absolve acusado de matar criança de 11 anos

Brasil e mundo
Brasil

Recém-nascida é resgatada dentro de mochila encontrada em lixão

Cidade
Cascavel e região

Trilha do Sexo: o lado escondido do lago

Cidade
Londrina e região

Mulher atropelada por ônibus em Londrina recebe alta sem fraturas

Podcasts

Falando de Gestão | EP 58 | Londrina: Raízes e Evolução | Dr. José Luis Pascual Filho

Café com Edu Granado | EP 77 | Gestão, Inovação e Conexão na Areia | Thiago Leme

Café com Edu Granado | EP 76 | Inovação, Marketing e Franquias | Jp Albuquerque

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.