Política

"Derrota do governo Lula é vitória do Brasil", diz Flávio Bolsonaro

01 mai 2026 às 15:59

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que a atual gestão federal atravessa um momento de "desespero" e declara que o governo Lula acabou, citando a falta de articulação política no Congresso Nacional. Para o parlamentar, as recentes derrotas do Executivo em votações legislativas representam vitórias para o país, reforçando sua visão de que a administração apresenta sinais de esgotamento.


“O Lula é uma mercadoria vencida, ele a todo momento apresenta esses sinais de material fadigado que ninguém aguenta mais. Quando há uma derrota do governo Lula, é sinal que há uma vitória para o Brasil", afirmou ele em entrevista à BandNews TV.


Flávio Bolsonaro criticou severamente a condução econômica, utilizando o termo "desgoverno" para descrever as ações do presidente.


Segundo o senador, o governo foca em aumentar a carga tributária e "esfolar o empreendedor". Ele defende que cabe ao Congresso Nacional atuar para evitar o que classifica como "insanidades" da atual gestão.


Um acordo?

Flávio negou ainda relatos de que estaria envolvido em um acordo para barrar a CPI do Banco Master. Foi divulgado, inclusive, que o ministro Alexandre de Moraes estaria envolvido na negociação.


"Não existe essa articulação... não teve essa conversa com o ministro Alexandre de Moraes de forma alguma. Imagina eu fazendo acordo agora com Alexandre de Moraes né o algoz do presidente Bolsonaro quem armou toda essa farça para perseguir não apenas o meu pai mas centenas de outros brasileiros não tem acordo nenhum com ele", destacou.


Impactos do PL da dosimetria e recado ao Judiciário


A derrubada do veto ao Projeto de Lei 1.388/2023, conhecido como PL da dosimetria, é celebrada por Flávio Bolsonaro como uma conquista humanitária da oposição. O senador pontua que a mudança na legislação permite a progressão de regime para pessoas que ele considera "injustiçadas" e condenadas pelo que chama de "farsa do 8 de janeiro".


De acordo com o senador, casos específicos como o de Débora dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", e outros condenados a penas entre 14 e 17 anos, podem ser recalculados com base na nova lei, permitindo o retorno ao convívio familiar. Ele descreve a medida como um "alento" para pais e filhos afetados pelas sentenças judiciais.


Sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador ressalta que o pai não é beneficiado pela mudança no momento, alegando que ele foi condenado injustamente a mais de 27 anos com base em mentiras. Flávio Bolsonaro utiliza a aprovação do projeto para enviar um recado direto ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o Legislativo começa a resgatar sua credibilidade e a sinalizar que não aceita mais interferências diretas ou excessos da Corte.


Flávio Bolsonaro diz que o Senado entendeu que não deveria aceitar o "terceiro amigo" do presidente Lula na Suprema Corte, ao comentar a rejeição ao nome de Jorge Messias.

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