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EUA: Suprema Corte barra ordem de Trump e mantém cidadania por nascimento

Magistrados decidiram que filhos de imigrantes em situação irregular nascidos no país têm direito constitucional à condição de cidadão
30 jun 2026 às 17:36
Por: Band
Imagem: Pixabay

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (30), em Washington, invalidar a ordem executiva do presidente Donald Trump que restringia o direito à cidadania por nascimento.


Por 6 votos a 3, o tribunal entendeu que a Constituição dos Estados Unidos, por meio da Décima Quarta Emenda, garante a cidadania a todas as crianças nascidas em território americano, independentemente do status migratório dos pais.


O processo, registrado sob o número 25-365, teve como título “Trump, President of the United States, et al. v. Barbara et al.” e foi analisado com base em argumentos apresentados em abril de 2026.


Ordem executiva de Donald Trump

A ordem executiva nº 14160, assinada em 20 de janeiro de 2025 e intitulada “Protecting the Meaning and Value of American Citizenship”, determinava que filhos de imigrantes em situação irregular ou temporária não seriam considerados sob jurisdição dos Estados Unidos.


O objetivo do decreto era limitar o acesso à cidadania americana automática, previsto na interpretação tradicional da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA) e da Décima Quarta Emenda.

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Contestação judicial

Diversas famílias contestaram a medida na Justiça, alegando que a ordem violava diretamente a Constituição dos Estados Unidos. Um Tribunal Distrital suspendeu a aplicação do decreto em todo o país por meio de uma liminar.


O caso acabou sendo levado à Suprema Corte dos EUA, que analisou a constitucionalidade da medida antes da decisão final de instâncias inferiores.


Decisão da Suprema Corte

O colegiado concluiu que a cidadania por nascimento se aplica a todas as crianças nascidas nos Estados Unidos, mesmo que os pais estejam em situação migratória irregular ou temporária.


A Corte afirmou que essas pessoas estão sob jurisdição do país desde o nascimento, reforçando a interpretação histórica da Décima Quarta Emenda da Constituição dos EUA.


O entendimento também levou em consideração precedentes e a evolução do conceito de cidadania no direito americano, incluindo referências à common law inglesa e ao caso histórico Dred Scott v. Sandford.

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